Colheita do milho safrinha avança para 49% no Centro-Sul e ganha ritmo com Mato Grosso na reta final
Levantamento da AgRural aponta aceleração da colheita após atrasos provocados pelo excesso de umidade. Mato Grosso lidera os trabalhos, enquanto Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul intensificam a retirada do cereal do campo.
Publicado em: 21/07/2026 às 10:30hs
A colheita do milho safrinha 2026 acelerou nas principais regiões produtoras do Brasil e já alcança 49% da área cultivada no Centro-Sul, segundo levantamento da AgRural. O avanço marca a segunda semana consecutiva de ritmo mais intenso dos trabalhos, após um início de temporada prejudicado pelo excesso de umidade e pelas chuvas que retardaram a maturação e a secagem natural dos grãos.
Embora ainda ocorram precipitações isoladas em algumas áreas produtoras, as condições de campo melhoraram significativamente, permitindo que as máquinas avançassem de forma simultânea em praticamente todos os estados da região.
Colheita acelera após início lento da safra
Os dados mostram que, até a última quinta-feira (16), 49% da área cultivada com milho safrinha no Centro-Sul havia sido colhida, frente aos 40% registrados na semana anterior.
Na comparação com o mesmo período da safra passada, porém, os trabalhos ainda apresentam atraso. Em igual momento da colheita de 2025, 55% da área já havia sido colhida, evidenciando os impactos provocados pelas condições climáticas deste ciclo.
Apesar da diferença em relação ao ano anterior, a evolução registrada nas últimas semanas indica recuperação gradual do cronograma de colheita.
Mato Grosso lidera e encerra os trabalhos em diversas regiões
Maior produtor brasileiro de milho de segunda safra, Mato Grosso segue à frente do calendário nacional.
Nas áreas do médio-norte do estado, a colheita já foi concluída ou está muito próxima do encerramento, consolidando Mato Grosso como referência no avanço da safra brasileira.
O desempenho do estado é determinante para o ritmo nacional, já que responde por uma parcela significativa da produção de milho destinada tanto ao mercado interno quanto às exportações.
Paraná e Goiás intensificam a retirada do cereal
Após Mato Grosso, Paraná e Goiás aparecem como os estados com maior avanço na colheita, embora ainda mantenham uma distância considerável em relação ao líder nacional.
Os dois estados vêm acelerando os trabalhos à medida que as condições climáticas favorecem a operação das colheitadeiras e reduzem os níveis de umidade dos grãos.
A expectativa do mercado é de que o ritmo continue aumentando nas próximas semanas, caso o clima permaneça favorável.
Mato Grosso do Sul ganha velocidade
Um dos destaques da última semana foi Mato Grosso do Sul, onde a colheita finalmente ganhou ritmo.
Durante a primeira quinzena de julho, o excesso de umidade nos grãos dificultou o início das operações, retardando a entrada das máquinas nas lavouras.
Com a melhora das condições de campo, os produtores passaram a intensificar os trabalhos, contribuindo para a aceleração da colheita em toda a região Centro-Sul.
Clima segue no radar do mercado
Apesar da evolução da colheita, o clima continua sendo um fator de atenção para produtores e agentes do mercado.
Chuvas isoladas ainda são registradas em algumas regiões produtoras e podem provocar interrupções pontuais, especialmente em áreas onde os grãos ainda apresentam elevado teor de umidade.
A velocidade da colheita nas próximas semanas será determinante para a logística de armazenamento, transporte e comercialização da segunda safra de milho, considerada a principal responsável pelo abastecimento interno e pelo desempenho das exportações brasileiras do cereal.
Expectativa é de avanço acelerado nas próximas semanas
Com Mato Grosso praticamente encerrando os trabalhos e os demais estados ampliando o ritmo das operações, a tendência é de forte evolução da colheita durante a segunda quinzena de julho.
O avanço da retirada do milho do campo também deverá aumentar a oferta física do cereal no mercado, fator acompanhado de perto por produtores, cooperativas, tradings e indústrias consumidoras, em um momento decisivo para a formação dos preços da safra 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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