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Análise de Mercado

Expointer 2026 fortalece vinhos gaúchos e apresenta diversidade de terroirs a novos mercados

Consevitis-RS reuniu dez vinícolas na feira, promoveu degustações e ampliou debates sobre sustentabilidade, inovação, pesquisa, comércio e competitividade da vitivinicultura


Publicado em: 09/09/2026 às 09:00hs

Expointer 2026 fortalece vinhos gaúchos e apresenta diversidade de terroirs a novos mercados

A participação da vitivinicultura na 49ª Expointer ampliou a visibilidade dos vinhos gaúchos e aproximou produtores de consumidores, compradores e representantes de diferentes segmentos do agronegócio. Realizada em Esteio (RS), a feira recebeu rótulos elaborados em várias regiões produtoras do estado, evidenciando a diversidade de terroirs do Rio Grande do Sul.

No estande do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), dez vinícolas apresentaram vinhos e espumantes ao público. Participaram Pinhal Alto, Casa Zottis, Cave Bertamoni, Dallavino, Boscato, Lovatel, Brocardo, Altos do Paraíso, Nova Aliança e Pizzato.

Além das degustações e vendas diretas, a programação abriu espaço para divulgação institucional, relacionamento comercial e discussões sobre sustentabilidade, pesquisa, inovação, comércio internacional e novas oportunidades de mercado.

Vinhos gaúchos chegam a consumidores de diferentes regiões

A Expointer permitiu que as vinícolas apresentassem seus produtos a visitantes de diversos estados brasileiros e também de outros países. O contato direto ajudou a divulgar territórios vitivinícolas ainda pouco conhecidos pelo grande público.

Para Gabriela Broccardo, sócia-proprietária de uma vinícola da Serra do Sudeste, a participação foi uma oportunidade de mostrar a identidade regional e o trabalho desenvolvido ao longo de todo o processo produtivo.

Segundo a empresária, muitos consumidores ainda desconhecem o potencial vitivinícola da região. A degustação dos rótulos durante a feira ajudou a revelar a qualidade dos produtos e a despertar interesse pelas particularidades do terroir, pelo cuidado na elaboração e pela busca permanente por excelência.

Serra do Sudeste ganha espaço no mapa vitivinícola

A presença de vinícolas de diferentes territórios também mostrou que a produção gaúcha vai além das áreas tradicionalmente associadas ao vinho. Uma das participantes, instalada em Camaquã, levou à Expointer rótulos produzidos na encosta da Serra do Sudeste, região que vem conquistando espaço no mapa vitivinícola estadual.

O proprietário Valtencir Kubaszwski Gama destacou que a feira contribui para apresentar os vários terroirs existentes no Rio Grande do Sul e fortalecer coletivamente a imagem do vinho brasileiro.

Para o produtor, a participação conjunta das vinícolas favorece a divulgação dos diferentes estilos de vinhos e espumantes, amplia o reconhecimento das novas regiões produtoras e demonstra a força alcançada pelo setor vitivinícola.

Expointer impulsiona enoturismo e contatos comerciais

Vinícolas do Vale dos Vinhedos também aproveitaram a feira para associar os rótulos às experiências turísticas oferecidas pela Serra Gaúcha.

De acordo com Juliano Zottis, proprietário de uma das empresas participantes, a Expointer ajudou a divulgar a vinícola, convidar os consumidores a conhecerem a região e estabelecer contatos com potencial de gerar negócios.

A comercialização direta durante o evento também permitiu observar a reação do público aos produtos. Para as empresas, essa proximidade cria oportunidades de fidelização, expansão de mercado e fortalecimento do enoturismo.

Sustentabilidade entra na agenda da vitivinicultura

A participação do Consevitis-RS não ficou restrita à exposição dos produtos. Durante os nove dias da feira, a entidade promoveu e integrou atividades voltadas a temas considerados estratégicos para o futuro da cadeia produtiva da uva e do vinho.

Um dos principais destaques foi o lançamento do Programa Boas Práticas Sustentáveis na Viticultura. A iniciativa possui caráter técnico e educativo e pretende estimular práticas sustentáveis, ampliar a segurança dos alimentos e aperfeiçoar a gestão das propriedades rurais.

O programa também busca elevar a competitividade da cadeia gaúcha de uvas destinadas ao processamento. A proposta será disponibilizada gratuitamente aos viticultores, por meio de edital de chamada pública e da atuação de instituições parceiras.

Pesquisa e cultivares híbridas ganham destaque

A programação técnica incluiu a apresentação da segunda edição da Seleção de Vinhos de BRS Lorena, desenvolvida em parceria com a Embrapa Uva e Vinho.

A atividade abriu espaço para discutir as características e os diferenciais das cultivares híbridas, que podem contribuir para diversificar a produção e ampliar as possibilidades de desenvolvimento de novos vinhos.

Outro debate abordou os possíveis efeitos do Acordo Mercosul-União Europeia sobre a vitivinicultura. O tema envolve oportunidades comerciais, aumento da concorrência e necessidade de preparação das empresas brasileiras para um ambiente internacional mais competitivo.

Cordeiro e vinho aproximam cadeias do agronegócio

A integração entre a vitivinicultura e outras atividades agropecuárias foi explorada no FoodTalks “Cordeiro e Vinho: onde nasce a enogastronomia”. A ação foi realizada em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO).

A combinação entre carne ovina e vinho mostrou como a enogastronomia pode agregar valor às duas cadeias produtivas, estimular novas experiências de consumo e abrir caminhos para ações conjuntas de promoção.

Suco de uva e comunicação ampliam alcance do setor

O Suco de Uva Brasileiro também ganhou visibilidade na Expointer, com ações promocionais e a participação dos mascotes Isa e Bordô.

O estande recebeu ainda uma edição especial do podcast “Vai de Vinho Brasileiro”, transmitida diretamente da feira. Encontros com jornalistas, influenciadores e formadores de opinião ajudaram a ampliar a divulgação dos rótulos e das histórias das vinícolas participantes.

Essas iniciativas reforçaram uma estratégia de comunicação voltada não apenas à comercialização dos produtos, mas também à disseminação de informações sobre origem, métodos de elaboração e características das diferentes regiões produtoras.

Vinho gaúcho reforça integração com o agronegócio

Para o presidente do Consevitis-RS, Maicon Galiotto, a Expointer funciona como uma vitrine para demonstrar que o vinho gaúcho é resultado de diferentes regiões, variedades, histórias e modelos de produção.

Segundo ele, a presença do setor em uma das maiores feiras agropecuárias do país também garante participação nas discussões que definirão o futuro do agronegócio. Sustentabilidade, inovação, pesquisa e comércio já fazem parte da rotina das vinícolas e devem ocupar espaço crescente no planejamento estratégico da atividade.

A participação na Expointer 2026 consolidou a feira como ponto de encontro entre a vitivinicultura gaúcha, o mercado e os consumidores. Mais do que apresentar vinhos e espumantes, as empresas mostraram os territórios, as histórias e a diversidade produtiva que sustentam a identidade do vinho do Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

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