Publicado em: 04/03/2026 às 12:30hs
O cultivo de milho-verde na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado vem sofrendo os efeitos do estresse térmico acumulado nas últimas semanas. O problema tem sido mais evidente no Vale do Caí, onde as temperaturas elevadas e a baixa umidade relativa do ar estão afetando o desenvolvimento das plantas, especialmente na fase de floração.
O Informativo Conjuntural divulgado pela entidade destaca que, em Bom Princípio, várias lavouras apresentaram falhas na polinização, resultando em espigas com grãos malformados ou incompletos, fenômeno conhecido como espigas falhadas.
Segundo o documento, essas falhas ocorrem devido ao desequilíbrio entre a emissão do pendão e a receptividade dos estilos-estigmas, condição típica em períodos de calor extremo.
O relatório também aponta uma redução no enchimento de grãos em áreas que enfrentaram maior déficit hídrico, o que exige atenção redobrada ao manejo de irrigação por parte dos produtores.
De acordo com o informativo, a falta de umidade adequada pode interromper o desenvolvimento do grão, comprometendo o peso final e, consequentemente, a produtividade das lavouras. A recomendação é intensificar o acompanhamento técnico para mitigar os efeitos do estresse térmico e garantir a sustentabilidade da produção nas próximas semanas.
Apesar dos impactos climáticos, o mercado do milho-verde segue relativamente estável. Os preços atuais variam entre R$ 2,50 e R$ 3,00 por bandeja com três espigas, segundo a Emater/RS-Ascar.
No entanto, o órgão alerta que a qualidade das espigas pode oscilar nas próximas semanas, em razão das condições adversas do clima e da irregularidade no processo de polinização.
A expectativa é que, caso as temperaturas se mantenham elevadas e as chuvas continuem irregulares, a variação na aparência e no tamanho das espigas se torne mais evidente no mercado local.
A Emater/RS-Ascar reforça a importância do monitoramento constante das lavouras, da adoção de práticas de irrigação eficiente e do uso de tecnologias adaptadas ao clima quente para reduzir os impactos do calor sobre o milho-verde.
Essas medidas são fundamentais para manter a qualidade comercial das espigas e preservar o potencial produtivo dos cultivos, especialmente em regiões que dependem fortemente da cultura para o abastecimento local e geração de renda.
Fonte: Portal do Agronegócio
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