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Fruticultura e Horticultura

Produção de hortaliças movimenta R$ 5,7 bilhões no Paraná e alcança todos os municípios

Batata, cenoura, aipim, tomate e folhosas impulsionam a olericultura paranaense; São José dos Pinhais lidera o ranking estadual em Valor Bruto da Produção


Publicado em: 01/09/2026 às 10:40hs

Produção de hortaliças movimenta R$ 5,7 bilhões no Paraná e alcança todos os municípios

A produção de hortaliças está presente nos 399 municípios do Paraná e movimentou R$ 5,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2025. Ao todo, a olericultura paranaense ocupou 115,2 mil hectares e resultou na colheita de aproximadamente 3,1 milhões de toneladas, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Batata, cenoura, tomate, beterraba, cebola, aipim, brócolis, alface, couve-flor e repolho estão entre os produtos que sustentam a atividade em diferentes regiões do estado. O levantamento evidencia a diversidade da produção paranaense e a importância econômica das hortaliças para propriedades rurais, cooperativas, atacadistas e redes de abastecimento.

São José dos Pinhais lidera o ranking estadual da olericultura em VBP. Marilândia do Sul, Guarapuava, Colombo e Cerro Azul completam a relação dos cinco principais municípios produtores.

Cinco municípios concentram quase 25% do VBP estadual

Juntos, os cinco maiores polos da olericultura paranaense cultivaram 24,3 mil hectares, colheram 726,4 mil toneladas e geraram R$ 1,4 bilhão em VBP durante 2025.

Os municípios responderam por 21,1% da área plantada com hortaliças no Paraná, 23,7% do volume produzido e 24,8% da renda bruta estadual do segmento.

Apesar da concentração econômica nesses polos, a presença de cultivos comerciais em todos os municípios demonstra a abrangência da atividade. A produção varia conforme as condições de clima, solo, altitude, mercado consumidor e estrutura de comercialização de cada região.

Enquanto batata, tomate e cenoura ocupam posição relevante nos municípios de maior VBP, a Região Metropolitana de Curitiba se destaca pela produção de folhosas, brássicas e aipim destinado ao consumo in natura.

São José dos Pinhais lidera produção de hortaliças

São José dos Pinhais cultivou 9,2 mil hectares de hortaliças em 2025, alcançando uma produção de 238,2 mil toneladas e VBP de R$ 562,2 milhões.

O município apresentou uma pauta diversificada, com 43 espécies cultivadas. Couve-flor, brócolis e repolho formaram o principal grupo produtivo, concentrando 49,5% da área, 50,8% do volume colhido e 38,4% do VBP da olericultura municipal.

A proximidade com Curitiba e com outros grandes centros consumidores favorece o escoamento da produção, especialmente de alimentos frescos e altamente perecíveis.

Cenoura impulsiona o resultado de Marilândia do Sul

Marilândia do Sul destinou 3 mil hectares à produção de hortaliças e colheu 136,7 mil toneladas em 2025. A atividade gerou VBP de R$ 246,1 milhões.

Cenoura, tomate e beterraba dominaram a produção municipal. As três culturas foram responsáveis por 84,8% da área cultivada, 81,3% do volume colhido e 70,7% da receita bruta da olericultura local.

A cenoura foi o principal destaque. Sozinha, a cultura ocupou 1,3 mil hectares, produziu 58,5 mil toneladas e movimentou R$ 94,5 milhões.

O cultivo representou 43,8% da área de hortaliças do município, 42,8% da produção e 38,4% do VBP local, consolidando Marilândia do Sul como um importante polo paranaense da cenoura.

Batata domina a olericultura de Guarapuava

Em Guarapuava, a batata cultivada em duas safras foi o principal produto da olericultura. O município colheu 138 mil toneladas do tubérculo em 3,6 mil hectares, gerando VBP de R$ 107,3 milhões.

A batata concentrou 74% da área destinada às hortaliças, 69,9% da produção e 53% da renda bruta do segmento no município.

A cebola também apresentou participação expressiva. Foram produzidas 33,1 mil toneladas em 595 hectares, com VBP de R$ 35 milhões. A cultura respondeu por 12,2% da área, 16,7% do volume colhido e 17,3% da receita da olericultura local.

Considerando as 41 espécies cultivadas, Guarapuava produziu 198,5 mil toneladas de hortaliças em 4,9 mil hectares. O VBP municipal atingiu R$ 202,2 milhões.

Brócolis, alface e couve-flor fortalecem Colombo

Colombo cultivou 42 espécies de hortaliças em 2025. A produção chegou a 57,6 mil toneladas em 2,4 mil hectares, gerando VBP de R$ 200,8 milhões.

Brócolis, alface e couve-flor lideraram a atividade. Juntas, as três culturas concentraram 63,7% da área, 53,9% do volume produzido e 65,1% do VBP da olericultura municipal.

O brócolis ocupou 600 hectares, com colheita de 10,8 mil toneladas e receita bruta de R$ 47,8 milhões. A alface foi cultivada em 700 hectares, produziu 15,2 mil toneladas e movimentou R$ 44,3 milhões.

Já a couve-flor ocupou 240 hectares, alcançando produção de 5,1 mil toneladas e VBP de R$ 38,5 milhões.

Aipim movimenta mais de R$ 100 milhões em Cerro Azul

O aipim, denominação utilizada para a mandioca destinada principalmente ao consumo in natura, liderou a produção de hortaliças em Cerro Azul.

A cultura ocupou 3,3 mil hectares e alcançou 61,2 mil toneladas, com VBP de R$ 100,7 milhões. O produto respondeu por 68,3% da área de olericultura do município, 65,2% do volume colhido e 51,6% da receita bruta.

Além do aipim, Cerro Azul cultivou outras 33 espécies. No total, a produção municipal de hortaliças atingiu 95,3 mil toneladas em 4,8 mil hectares, movimentando R$ 195,2 milhões.

Diversidade fortalece a olericultura do Paraná

Os dados do Deral mostram que a produção paranaense de hortaliças combina grandes áreas de batata, cenoura, cebola e mandioca com sistemas intensivos voltados a folhosas, brássicas e outros alimentos frescos.

Essa diversidade reduz a dependência de uma única cultura e amplia a capacidade de abastecimento dos mercados regionais. Também fortalece a geração de renda no campo e cria oportunidades em diferentes etapas da cadeia, como produção de mudas, comercialização, transporte, armazenamento e processamento.

Com 3,1 milhões de toneladas colhidas e presença comercial em todos os municípios, a olericultura se consolida como uma atividade estratégica para a economia rural, a segurança alimentar e o abastecimento de hortaliças no Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

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