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Fruticultura e Horticultura

Preço da jabuticaba despenca 51% em um mês e atinge menor nível do ano na Ceagesp

Maior oferta durante o período de safra derruba cotação para R$ 8,90 por quilo; fruta acumula redução de 41,8% em 12 meses e lidera oportunidades no atacado


Publicado em: 17/09/2026 às 11:45hs

Preço da jabuticaba despenca 51% em um mês e atinge menor nível do ano na Ceagesp

O preço da jabuticaba caiu 51% em apenas um mês no atacado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Cotada a R$ 8,90 por quilo na segunda-feira (14/09), a fruta atingiu o menor valor registrado nos últimos 12 meses e tornou-se o principal destaque entre os produtos com tendência favorável de compra na semana de 14 a 18 de setembro.

A redução também aparece nas demais bases de comparação. Em uma semana, o preço médio da jabuticaba recuou 24,9%. Na comparação anual, a queda chegou a 41,8%, já que o produto era negociado a R$ 15,29 por quilo no mesmo período de 2025.

Os dados são da Seção de Economia e Desenvolvimento (Sedes) da Ceagesp e refletem o crescimento da oferta durante o período de maior disponibilidade da fruta.

“É o menor preço nos últimos 12 meses”, destaca João Gabriel da Costa, analista de economia da Sedes.

Safra aumenta oferta de jabuticaba no atacado

A queda das cotações ocorre justamente no início do período de maior entrada de jabuticaba no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP). Conforme a tabela de sazonalidade da Ceagesp, elaborada com os volumes comercializados entre 2023 e 2025, a oferta se concentra principalmente em setembro e outubro.

Em 2025, o entreposto recebeu 1.736,23 toneladas da fruta. Todo o volume comercializado teve origem no estado de São Paulo.

Com maior disponibilidade no mercado atacadista, os preços ficam mais competitivos para compradores. O cenário também exige atenção dos produtores e comerciantes, especialmente por se tratar de uma fruta altamente perecível e com janela limitada de comercialização.

Frutas e hortaliças com compra favorável

Além da jabuticaba, outros produtos apresentam tendência favorável de compra na Ceagesp durante a semana. A classificação indica maior atratividade das cotações no atacado.

Entre as frutas estão abacate margarida, caju, coco verde, laranja pera, lima-da-pérsia, maçãs Gala e Fuji, melancia e tangerina Olé.

No segmento de legumes, verduras e hortaliças, a relação inclui abóboras moranga e paulista, beterraba, ervilha-torta, gengibre, mandioca, pepino comum, acelga, alfaces americana, crespa e lisa, almeirão Pão de Açúcar, almeirão, manjericão, milho-verde e repolho-verde.

Produtos apresentam preços estáveis na Ceagesp

A lista de produtos com tendência estável reúne itens cujas cotações não apresentam movimentos expressivos que favoreçam ou prejudiquem as compras no atacado.

Entre as frutas estão abacate avocado, carambola, laranja-lima, goiaba vermelha, mamões Formosa e papaia, mangas Palmer e Tommy, tangerina Murcott e uvas Itália e Niágara.

Também aparecem nessa classificação abóbora japonesa, abobrinha brasileira, batata-doce rosada, berinjela, cenoura, cará, mandioquinha, maxixe, inhame, pimentão verde, brócolis ninja, couve-flor, moyashi, coentro, escarola, couve-manteiga, alho descascado, amendoim sem pele, coco seco e ovos brancos.

Banana, tomate e batata têm tendência desfavorável

Entre os produtos com tendência desfavorável de compra estão abacaxi Pérola, bananas maçã, nanica e prata, limão-taiti, figo-roxo, maracujá azedo, melancia baby, melão amarelo e tangerina poncã.

A relação inclui ainda abobrinha italiana, abóbora seca, alcachofra, jiló, pepinos caipira e japonês, pimentão vermelho, vagem-macarrão, quiabo, tomates Carmem e Pizzad’oro, agrião, alho-poró, brócolis ramoso, cebolinha, chicória, rabanete, repolho-roxo, salsa, rúcula hidropônica e tomate Sweet Grape.

Alho nacional, cebola e batata lavada completam a lista dos produtos com menor atratividade para compra durante a semana.

O levantamento semanal da Ceagesp funciona como uma referência para compradores, varejistas, feirantes e demais agentes do mercado de hortifrutigranjeiros, ao indicar o comportamento dos preços e as melhores oportunidades disponíveis no atacado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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