Exportações de frutas do Brasil crescem 13% em volume e 20% em receita no primeiro semestre de 2026
Manga, limão, melão, melancia e maçã lideram os embarques brasileiros, enquanto a entressafra e a concorrência internacional reduzem as exportações de melão em junho.
Publicado em: 21/07/2026 às 12:00hs
A fruticultura brasileira manteve forte desempenho no mercado internacional no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 619 milhões de quilos de frutas, volume 13,32% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em valor, as vendas externas somaram US$ 707 milhões, representando um crescimento de 20,6% na comparação anual.
Os números reforçam a expansão da presença das frutas brasileiras no comércio global e evidenciam a competitividade do setor, impulsionada pela qualidade da produção nacional e pela diversificação dos mercados compradores.
Manga lidera receita das exportações brasileiras
De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o resultado confirma o fortalecimento da fruticultura nacional no cenário internacional.
Segundo a entidade, a qualidade das frutas produzidas no Brasil continua ampliando o espaço do país nos principais mercados consumidores.
Entre as frutas que mais geraram receitas com exportações no primeiro semestre de 2026, destacam-se:
- Manga: US$ 142,9 milhões;
- Limões e limas: US$ 105,1 milhões;
- Melões: US$ 97,6 milhões;
- Melancias: US$ 58,2 milhões;
- Maçãs: US$ 44,4 milhões.
Essas cinco culturas concentraram boa parte do faturamento das exportações brasileiras de frutas ao longo do período.
Exportações de melão recuam em junho
Apesar do desempenho positivo da fruticultura como um todo, o mercado de melão apresentou retração em junho.
Segundo levantamento do Cepea, as exportações brasileiras da fruta somaram 2,5 mil toneladas, volume 55% inferior ao registrado em maio.
No acumulado entre abril e junho, os embarques alcançaram 20 mil toneladas, resultado 21% menor em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Entressafra no Nordeste reduz disponibilidade
Pesquisadores do Cepea explicam que a queda nas exportações está diretamente relacionada à entressafra nas principais regiões produtoras do país, especialmente Rio Grande do Norte e Ceará.
As colheitas da nova temporada 2026/27 devem ganhar ritmo apenas a partir do fim de julho, reduzindo temporariamente a oferta disponível para exportação.
Ao mesmo tempo, a qualidade dos frutos melhorou após o período chuvoso, mas o menor volume disponível limitou a capacidade de embarques.
Europa abastecida reduz demanda pelo melão brasileiro
Outro fator que pressionou as exportações foi a forte produção europeia, principalmente na Espanha.
Com maior oferta de frutas produzidas dentro do continente, os principais mercados consumidores reduziram a demanda pelo melão brasileiro durante o período.
Os principais destinos do melão exportado pelo Brasil no primeiro semestre foram:
- Reino Unido: 44% dos embarques;
- Países Baixos: 32%;
- Espanha: 9%.
Segundo o Cepea, a combinação entre maior competitividade de produtores da América Central e o abastecimento do mercado europeu diminuiu a atratividade da fruta brasileira.
Custos logísticos e cenário internacional também afetaram os embarques
Além da menor oferta nacional e da concorrência internacional, os pesquisadores destacam que o aumento dos custos logísticos também impactou as exportações.
A escalada das tensões no Oriente Médio elevou os preços do diesel e encareceu o transporte marítimo, reduzindo a competitividade dos embarques brasileiros em alguns mercados.
Perspectiva segue positiva para a fruticultura brasileira
Apesar das dificuldades pontuais enfrentadas pelo melão, o desempenho geral das exportações confirma a força da fruticultura nacional em 2026.
Com crescimento de dois dígitos tanto em volume quanto em receita, o setor mantém perspectivas favoráveis para o segundo semestre, especialmente com o avanço da nova safra de melão no Nordeste e a continuidade da demanda internacional por frutas brasileiras de alta qualidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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