Publicado em: 24/02/2026 às 10:30hs
A produção de citros no Rio Grande do Sul segue com atenção redobrada às práticas de manejo fitossanitário e nutricional. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os produtores estão reforçando ações de controle de doenças e pragas, além de garantir a adequada nutrição dos pomares nas principais regiões produtoras do estado.
Na região administrativa de Bagé, especialmente em São Gabriel, as atividades de rotina seguem em ritmo intenso. Os produtores realizam aplicações de fungicidas e inseticidas, adubações de manutenção e limpeza dos pomares. Segundo o boletim, essas ações são essenciais para “preservar a sanidade das plantas e garantir o bom desenvolvimento dos frutos”.
Em Frederico Westphalen, os pomares se encontram na fase de desenvolvimento dos frutos, exigindo maior atenção ao manejo nutricional e sanitário. As adubações de cobertura seguem as recomendações técnicas para assegurar o enchimento e a qualidade dos frutos. O controle preventivo contra pinta-preta e cancro-cítrico foi reforçado, assim como o monitoramento e o manejo de ácaros.
Em Ijuí, a cobertura vegetal nas entrelinhas dos pomares indica bom manejo do solo, favorecendo a conservação da umidade, a proteção contra erosão e a melhoria das condições biológicas. O desenvolvimento das plantas é considerado satisfatório para o período.
Na região de Lajeado, a sanidade dos pomares é avaliada como satisfatória. No entanto, em áreas com solos mais rasos, especialmente nos pomares novos, há sinais de deficiência hídrica devido ao calor recente. O raleio da variedade Okitsu foi concluído, enquanto as variedades Caí e Pareci seguem em manejo intensificado.
Os produtores também realizam roçadas e poda de galhos finos para equilibrar a carga de frutos e melhorar a estrutura das plantas, além de manter o controle de plantas daninhas e tratamentos fitossanitários.
No mercado, os preços da mandarina/bergamota verde variam conforme a região:
Há relatos de que algumas indústrias estão solicitando até 180 dias de prazo para pagamento das frutas fornecidas.
Em Harmonia, a lima ácida Tahiti é vendida, em média, a R$ 35,00 por caixa de 25 kg. Já em Brochier, o limão Tahiti varia entre R$ 40,00 e R$ 50,00, enquanto o limão Siciliano é comercializado a cerca de R$ 40,00 por caixa.
Em Passo Fundo, a laranja está na fase de formação de frutos, etapa que define o potencial produtivo da próxima safra. Os pomares apresentam bom estado fitossanitário, com monitoramento de pragas e doenças como pinta-preta e ácaros. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por quilo, conforme qualidade e classificação.
Na região de Soledade, as áreas de citros apresentam boa sanidade e desenvolvimento compatível com o período. O monitoramento fitossanitário segue de forma preventiva, contribuindo para manter a qualidade dos frutos e o equilíbrio produtivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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