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Feijão e Pulses

Preço do feijão carioca recua com chegada da terceira safra 2025/26; feijão preto mantém firmeza com oferta limitada

Entrada de novos volumes de feijão carioca irrigado pressiona cotações, enquanto escassez de lotes Tipo 1 sustenta mercado do feijão preto nas principais praças consumidoras


Publicado em: 17/07/2026 às 19:00hs

Preço do feijão carioca recua com chegada da terceira safra 2025/26; feijão preto mantém firmeza com oferta limitada
Foto: Everson Souza

O mercado brasileiro de feijão apresentou movimentos distintos nesta semana, com queda nos preços do feijão carioca diante do avanço da terceira safra 2025/26 e manutenção da sustentação para o feijão preto, favorecido pela menor disponibilidade de lotes de melhor qualidade.

Segundo análise da Safras & Mercado, o feijão carioca perdeu ritmo de negociação após um período de maior estabilidade, pressionado pela retração dos compradores e pela entrada gradual de produto proveniente principalmente das áreas irrigadas de Goiás e Minas Gerais.

A maior oferta de feijões superiores aumentou a disponibilidade no mercado e levou corretores a ajustarem as pedidas, especialmente nos padrões de maior valor agregado.

Feijão carioca sofre pressão com aumento da oferta

O avanço da terceira safra de feijão carioca 2025/26 alterou o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado nacional. Com mais produto chegando às principais regiões consumidoras, compradores passaram a atuar de forma mais cautelosa, realizando apenas aquisições para reposição imediata.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, os feijões extras foram os mais afetados pelo movimento de baixa.

O padrão nota 9,5 registrou desvalorização semanal superior a 12%, passando de aproximadamente R$ 445 para R$ 390 por saca CIF São Paulo.

Em algumas regiões produtoras, lotes classificados como extras, que anteriormente eram negociados próximos de R$ 400 por saca no mercado FOB, passaram a encontrar negócios abaixo de R$ 350 por saca.

“A maior disponibilidade física nas próximas semanas aumentou a pressão sobre os preços, principalmente nos produtos de melhor qualidade”, avalia Oliveira.

Mercado FOB registra queda nas referências do feijão carioca

No mercado de origem, as referências do feijão carioca também apresentaram ajustes negativos.

Para os lotes de notas 9 ou superiores:

  • Interior de São Paulo: preços próximos de R$ 375/saca;
  • Triângulo Mineiro, Leste Goiano, Sul/Sudoeste e Noroeste de Minas: negociações entre R$ 350 e R$ 370/saca;
  • Noroeste de Goiás: valores próximos de R$ 340/saca.

Nos padrões comerciais intermediários, como notas 8 e 8,5, os preços ficaram:

  • Sul/Sudoeste de Minas: cerca de R$ 344/saca;
  • Interior paulista e Noroeste Goiano: entre R$ 330 e R$ 335/saca;
  • Mato Grosso, Leste Goiano e Triângulo Mineiro: entre R$ 325 e R$ 330/saca;
  • Noroeste de Minas: próximo de R$ 315/saca;
  • Sul do Paraná: entre R$ 270 e R$ 275/saca.

O mercado inicia a próxima semana em busca de um novo equilíbrio entre uma oferta maior e uma demanda ainda restrita.

Feijão preto mantém preços sustentados com menor disponibilidade de Tipo 1

Em cenário oposto ao carioca, o mercado do feijão preto segue com maior sustentação, mesmo diante de uma comercialização mais lenta.

A conclusão da segunda safra 2025/26 reduziu a entrada de novos volumes, enquanto compradores continuam encontrando dificuldades para adquirir lotes de qualidade superior, especialmente o feijão Tipo 1.

Segundo Evandro Oliveira, o mercado deixou de ser influenciado por excesso de oferta e passou a observar principalmente a disponibilidade efetiva de produto de melhor padrão para abastecimento das grandes regiões consumidoras.

A menor circulação de feijão preto de qualidade limitou a pressão sobre os preços e manteve vendedores mais firmes nas negociações.

Preços do feijão preto permanecem estáveis no mercado nacional

Na Zona Cerealista de São Paulo, os melhores padrões de feijão preto permaneceram negociados entre R$ 260 e R$ 270 por saca CIF.

Já o produto comercial de melhor qualidade apresentou valores entre R$ 240 e R$ 255 por saca.

No mercado FOB, as principais regiões produtoras mantiveram estabilidade:

  • Interior de São Paulo: indicações entre R$ 250 e R$ 255/saca;
  • Sul do Paraná: aproximadamente R$ 210/saca;
  • Oeste de Santa Catarina: cerca de R$ 205/saca.

A baixa liquidez e a oferta restrita de lotes superiores limitaram oscilações mais expressivas durante a semana.

Perspectivas para o mercado de feijão

Para os próximos dias, o comportamento dos preços dependerá principalmente da velocidade de entrada da terceira safra de feijão carioca e do ritmo de reposição dos empacotadores.

Enquanto o feijão carioca enfrenta pressão baixista com o aumento da oferta da safra irrigada, o feijão preto permanece sustentado pela escassez de lotes Tipo 1 e pela dificuldade de acesso ao produto de melhor qualidade.

O mercado deve continuar acompanhando a movimentação dos estoques disponíveis, a demanda das indústrias empacotadoras e o ritmo de comercialização nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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