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Feijão e Pulses

Preço do feijão-carioca reage no fim de agosto, enquanto feijão-preto mantém estabilidade

Restrição das vendas favorece recuperação parcial do carioca, mas cautela dos compradores limita altas; menor oferta sustenta cotações do feijão-preto


Publicado em: 31/08/2026 às 11:35hs

Preço do feijão-carioca reage no fim de agosto, enquanto feijão-preto mantém estabilidade
Foto: CNA

O preço do feijão-carioca voltou a subir nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias de agosto. A reação ocorreu após três meses consecutivos de pressão sobre as cotações, provocada principalmente pelo avanço da colheita da terceira safra e pelo aumento da disponibilidade no mercado.

Apesar da recuperação no fim do mês, as negociações permaneceram lentas. Compradores resistiram aos valores mais elevados, enquanto produtores reduziram a oferta diante dos preços considerados pouco atrativos.

No mercado de feijão-preto, as cotações apresentaram maior estabilidade, sustentadas pela procura por grãos de qualidade superior e pela menor disponibilidade durante a entressafra.

Colheita da terceira safra pressionou o feijão-carioca

O avanço da colheita da terceira safra ampliou a quantidade de feijão-carioca disponível para comercialização ao longo de agosto. Com uma oferta maior, os preços seguiram pressionados pelo terceiro mês consecutivo, segundo o Cepea.

A queda nas cotações, entretanto, levou parte dos produtores a limitar as vendas. A retração da oferta disponível no mercado spot contribuiu para uma recuperação parcial dos preços na segunda metade do mês.

Esse movimento mostra que, mesmo com maior disponibilidade decorrente da colheita, os vendedores permanecem atentos aos valores negociados e evitam comercializar grandes volumes quando consideram os preços insuficientes.

Compradores resistem a novas altas

Do lado da demanda, compradores mantiveram uma postura cautelosa e demonstraram menor disposição para aceitar as altas solicitadas pelos produtores.

A resistência reduziu o ritmo das negociações e limitou uma valorização mais consistente do feijão-carioca. Ainda assim, a menor presença compradora foi parcialmente compensada pela firmeza dos vendedores, que evitaram realizar negócios nos patamares mais baixos.

O mercado encerrou agosto marcado por um impasse entre compradores e produtores: enquanto a demanda buscou preços menores, os vendedores restringiram a oferta na tentativa de sustentar as cotações.

Feijão-preto encontra suporte na oferta restrita

O preço do feijão-preto permaneceu relativamente estável nas regiões monitoradas pelo Cepea. A sustentação veio da menor disponibilidade do produto durante a entressafra e do interesse por lotes de melhor padrão de qualidade.

A oferta mais limitada nesta temporada reduziu a pressão vendedora e ajudou a equilibrar o mercado, mesmo diante de uma demanda seletiva.

Com isso, o feijão-preto apresentou comportamento diferente do carioca. Enquanto o primeiro encontrou suporte na restrição da oferta, o segundo ainda sentiu os efeitos da entrada da terceira safra, apesar da reação registrada no encerramento de agosto.

Oferta e demanda devem definir o mercado do feijão

No curto prazo, a evolução dos preços dependerá do ritmo de comercialização da terceira safra, da qualidade dos lotes disponíveis e da disposição dos produtores para negociar.

No caso do feijão-carioca, a resistência dos vendedores pode oferecer suporte às cotações, mas a cautela dos compradores tende a limitar movimentos mais intensos de alta.

Para o feijão-preto, a menor disponibilidade durante a entressafra continua como o principal fator de sustentação. A procura por grãos de melhor qualidade também deve permanecer relevante para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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