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Feijão e Pulses

Feijão carioca amplia queda com avanço da colheita no Cerrado; maior oferta pressiona preços no mercado

Colheita ganha ritmo nas principais regiões produtoras, aumenta a disponibilidade de feijão carioca e intensifica a pressão sobre as cotações. No feijão-preto, demanda lenta mantém negociações moderadas, aponta Cepea.


Publicado em: 27/07/2026 às 14:10hs

Feijão carioca amplia queda com avanço da colheita no Cerrado; maior oferta pressiona preços no mercado
Foto: CNA

Avanço da colheita no Cerrado acelera queda dos preços do feijão carioca

O mercado brasileiro de feijão registrou uma nova rodada de desvalorização, com destaque para a forte queda nas cotações do feijão carioca. O aumento da oferta, impulsionado pelo avanço da colheita nas regiões produtoras do Cerrado, elevou a disponibilidade do grão e pressionou os preços no mercado físico.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior entrada de produto ocorre em um momento em que os compradores mantêm postura cautelosa, aguardando a intensificação da colheita antes de ampliar as aquisições.

Esse comportamento tem reduzido o ritmo das negociações e ampliado a pressão sobre os valores pagos aos produtores.

Maior oferta amplia pressão sobre o mercado

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado concentrou suas atenções no feijão carioca ao longo dos últimos dias. A evolução da colheita nas principais áreas produtoras do Cerrado aumentou significativamente a oferta disponível, alterando a dinâmica entre compradores e vendedores.

Com expectativa de entrada de novos lotes nas próximas semanas, muitos compradores optam por postergar negócios, apostando na continuidade do movimento de baixa.

O resultado é um mercado mais ofertado, com negociações ocorrendo de forma seletiva e sob forte influência da disponibilidade do produto.

Produtores buscam equilibrar fluxo de vendas e rentabilidade

Embora a necessidade de gerar caixa para cumprir compromissos financeiros tenha levado muitos produtores a intensificarem as vendas durante o avanço da colheita, parte dos vendedores passou a adotar uma postura mais firme nos últimos dias.

Segundo o Cepea, essa estratégia busca preservar as margens de comercialização diante do recuo das cotações, reduzindo a oferta de novos volumes sempre que possível.

Ainda assim, o aumento da disponibilidade de feijão no mercado continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços.

Feijão-preto também recua, mas mercado segue mais equilibrado

No segmento do feijão-preto, o cenário também foi de desvalorização, porém com intensidade menor em comparação ao feijão carioca.

A demanda permanece lenta, limitando o volume de negócios e contribuindo para oscilações mais moderadas nas cotações.

Sem mudanças expressivas na oferta ou no consumo, o mercado do feijão-preto mantém um comportamento relativamente estável, embora ainda pressionado pelo ritmo lento das negociações.

Perspectivas

A tendência para as próximas semanas dependerá principalmente da velocidade da colheita no Cerrado, da entrada de novos volumes no mercado e da retomada da demanda.

Enquanto a oferta seguir elevada e os compradores permanecerem cautelosos, o mercado deverá continuar pressionado, especialmente para o feijão carioca. Ao mesmo tempo, a postura dos produtores em controlar o ritmo das vendas poderá limitar quedas mais acentuadas e contribuir para maior equilíbrio nas negociações ao longo da comercialização da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

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