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Preço do café arábica cai 8,9% em setembro e clima ganha peso para a safra 2027

Indicador Cepea registra média de R$ 1.590,83 por saca; maior oferta após a colheita pressiona cotações, enquanto produtores acompanham chuvas e floradas.


Publicado em: 14/10/2026 às 10:15hs

Preço do café arábica cai 8,9% em setembro e clima ganha peso para a safra 2027

O preço do café arábica recuou cerca de 8,9% em setembro, em um mês de desvalorização nos mercados físico e futuro. Segundo a edição nº 40 do Informativo de Mercado do Café, do Sistema Faemg Senar, o avanço da oferta brasileira após a colheita, o aumento dos embarques e a expectativa de recomposição dos estoques internacionais pressionaram as cotações.

Ao mesmo tempo, o mercado mantém atenção às condições climáticas que vão influenciar a safra de 2027. A distribuição das chuvas e as temperaturas durante as floradas estão entre os principais pontos de acompanhamento em outubro.

Arábica tem média de R$ 1.590,83 por saca

No mercado físico, o Indicador Cepea do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, apresentou média mensal de R$ 1.590,83 por saca.

Entre o primeiro e o último registro do período analisado, a cotação passou de R$ 1.730,56 para R$ 1.576,85. O movimento mostra a perda de valor ao longo de setembro, apesar das diferenças de preços e intensidade das quedas entre as regiões produtoras de Minas Gerais.

Sul de Minas mantém maior preço médio regional

O Sul de Minas registrou a maior média entre as regiões acompanhadas pelo levantamento, de R$ 1.652,17 por saca. Ainda assim, os preços caíram 9,3% entre o primeiro e o último registro do mês.

No Cerrado Mineiro, a média ficou em R$ 1.639,76 por saca, com retração de 5,5%, a menor entre as regiões pesquisadas.

As Montanhas de Minas apresentaram média de R$ 1.545,56 por saca e queda de 5,8%. Já a Chapada de Minas registrou R$ 1.575,24 por saca, com recuo de 11,9%, o mais expressivo do levantamento.

Café em Nova York recua 17,4% na comparação mensal

Na Bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 tiveram preço médio de US$ 2,85 por libra-peso, equivalente a R$ 1.944,98 por saca na conversão apresentada pelo informativo.

A média ficou 17,4% abaixo da registrada em agosto. Segundo o levantamento, a maior disponibilidade de café brasileiro e o crescimento dos embarques contribuíram para a pressão sobre o mercado futuro.

Apesar desse cenário, os estoques certificados historicamente baixos e as incertezas climáticas continuam oferecendo suporte às cotações e mantendo a volatilidade.

Minas Gerais deve colher 33,4 milhões de sacas em 2026

A colheita está na fase final na maior parte das regiões produtoras. Conforme pesquisa do Sistema Faemg Senar, Minas Gerais deve produzir cerca de 33,4 milhões de sacas de café em 2026, indicando recuperação em relação à safra anterior.

O aumento esperado do volume, porém, não foi acompanhado pelo desempenho desejado na qualidade dos grãos, que ficou abaixo das expectativas apontadas no levantamento.

Chuvas e temperaturas serão decisivas para as floradas

Outubro é considerado estratégico para a formação da próxima safra. O retorno das chuvas favorece a retomada do crescimento vegetativo dos cafeeiros e a ocorrência das principais floradas.

A preocupação está na combinação de temperaturas acima da média com precipitações mal distribuídas. Essas condições podem prejudicar a uniformidade da floração e o estabelecimento da safra de 2027.

Assim, enquanto a oferta da colheita de 2026 influencia a comercialização, o comportamento do clima passa a ter maior importância na avaliação do potencial produtivo do próximo ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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