Publicidade
Café

Mercado de defensivos para café bate recorde histórico e movimenta R$ 3,3 bilhões na safra 2025/26

Investimentos em manejo fitossanitário avançam no campo, impulsionados pelo aumento da área tratada, maior número de aplicações e crescimento no uso de tecnologias para controle de doenças e pragas.


Publicado em: 29/07/2026 às 13:00hs

Mercado de defensivos para café bate recorde histórico e movimenta R$ 3,3 bilhões na safra 2025/26

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas para a cafeicultura alcançou um novo recorde histórico na safra 2025/26, movimentando R$ 3,3 bilhões, segundo levantamento do FarmTrak Café, da Kynetec.

O resultado representa crescimento de 22% em relação ao ciclo anterior, quando o setor registrou faturamento de R$ 2,67 bilhões, refletindo o avanço do manejo fitossanitário nas lavouras de café e a maior adoção de soluções para proteção da produtividade.

O estudo aponta que a área potencial tratada chegou a 42,8 milhões de hectares, contra 35,3 milhões de hectares na safra 2024/25, enquanto a área cultivada com café cresceu 4%, atingindo 2,186 milhões de hectares.

Além da expansão da área, o produtor aumentou a intensidade do manejo. O número médio de tratamentos por ciclo passou de 16,9 para 19,8 aplicações, alta de aproximadamente 17%.

Fungicidas lideram investimentos no café

Entre as categorias avaliadas, os fungicidas permaneceram como principal segmento do mercado de defensivos para café, concentrando R$ 973 milhões em vendas e participação de 29% do faturamento total.

O segmento registrou crescimento de 25% frente à safra anterior, impulsionado pela busca por maior proteção contra doenças que afetam o potencial produtivo das lavouras.

Outro destaque foi a expansão dos fungicidas premium, cuja adoção avançou de 21% para 38% entre os produtores pesquisados.

O número médio de aplicações também aumentou, passando de 1,45 para 1,65 tratamentos por área, indicando maior intensificação das estratégias de controle fitossanitário.

Inseticidas ganham força com controle de pragas

Os inseticidas ocuparam a segunda posição no mercado, com movimentação de R$ 760 milhões, crescimento de 30% em relação ao ciclo anterior.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento das estratégias de controle de importantes pragas da cafeicultura, como:

  • broca-do-café;
  • bicho-mineiro.

O manejo da broca-do-café movimentou cerca de R$ 350 milhões, alta de 38%, enquanto os produtos destinados ao controle do bicho-mineiro alcançaram aproximadamente R$ 345 milhões, crescimento de 30%.

Segundo a Kynetec, em valores absolutos, os inseticidas foram o segmento que apresentou o maior incremento financeiro no período, com aumento superior a R$ 210 milhões.

Herbicidas e produtos para solo mantêm expansão

O mercado de produtos destinados ao manejo do solo também apresentou crescimento na safra 2025/26.

Os produtos para solo movimentaram R$ 626 milhões, avanço de 8%, enquanto os herbicidas alcançaram R$ 627 milhões, alta de 22%.

Já os nematicidas apresentaram a maior expansão percentual entre as categorias analisadas, com crescimento de 51%, chegando a R$ 218 milhões em vendas.

Com esse desempenho, os nematicidas ampliaram sua participação no mercado total de defensivos para café, passando de 5% para 7%.

Cafeicultura amplia investimento em tecnologia e proteção da lavoura

O levantamento da Kynetec foi realizado com mais de 1.110 produtores rurais nas principais regiões produtoras de café do Brasil.

De acordo com o especialista em pesquisas Felipe Abelha, o crescimento do mercado ocorre após um período de estabilidade na expansão da área cultivada.

“Após uma sequência de safras sem ampliação significativa de área cultivada, a cultura teve expansão de 4% na comparação a 2024/25, para 2,186 milhões de hectares.”

O especialista destaca que o aumento dos investimentos demonstra uma mudança no comportamento dos produtores, que passaram a intensificar o manejo para preservar produtividade e qualidade.

Manejo fitossanitário ganha importância no futuro do café brasileiro

O avanço do mercado de defensivos agrícolas para café reforça a crescente importância das tecnologias de proteção vegetal na competitividade da cafeicultura nacional.

Com maior pressão de pragas, doenças e desafios climáticos, produtores têm ampliado o uso de ferramentas químicas e biológicas para garantir estabilidade produtiva e melhorar o desempenho das lavouras.

O cenário indica que o manejo fitossanitário continuará sendo um dos principais investimentos estratégicos da cadeia do café brasileiro nas próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias