Café do Cerrado Mineiro amplia presença global e certifica 420 mil sacas com Denominação de Origem na safra 2025/2026
Região reconhecida pela qualidade do café especial alcançou 27 mercados internacionais, ampliou rastreabilidade para 279 compradores e levou a certificação de origem a consumidores em mais de 50 países
Publicado em: 29/07/2026 às 11:35hs
A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra 2025/2026 com um novo marco na certificação de cafés com Denominação de Origem (D.O.). Ao todo, foram certificadas 419,9 mil sacas de café de 60 quilos, consolidando a origem certificada como um dos principais diferenciais competitivos da cafeicultura regional.
O resultado mantém a região em um novo patamar de certificação alcançado nos últimos ciclos. Até a safra 2022/2023, o volume certificado girava em torno de 150 mil sacas por ano. Já na safra 2024/2025, o número saltou para aproximadamente 420 mil sacas, quase triplicando o volume anterior.
Na safra 2025/2026, a manutenção desse desempenho reforça o avanço da Denominação de Origem e demonstra o fortalecimento do modelo baseado em qualidade, rastreabilidade e valorização da identidade territorial.
“Há poucos anos, certificávamos cerca de 150 mil sacas por safra. Na safra 2025/2026, chegamos a um volume próximo de 420 mil sacas. Esse avanço demonstra o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo”, afirma Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.
Café certificado do Cerrado Mineiro chega a 27 mercados internacionais
A expansão internacional foi um dos principais destaques da safra.
Os cafés certificados com a Denominação de Origem alcançaram 27 mercados externos, reforçando a presença da região entre os principais fornecedores globais de cafés especiais.
A Europa foi o principal destino internacional, recebendo 132,2 mil sacas, equivalente a 68,5% do volume exportado de cafés certificados.
Na sequência aparecem:
- América do Norte: 22%
- Ásia: 3,8%
- Oriente Médio: 3,3%
- Oceania: 2,4%
Entre os países compradores, destacaram-se:
- Itália;
- Estados Unidos;
- Polônia;
- Reino Unido;
- Espanha.
- Juntos, esses cinco mercados concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.
Sistema de rastreabilidade conecta produtores a compradores internacionais
A certificação da Região do Cerrado Mineiro avançou também na rastreabilidade da cadeia produtiva.
Durante a safra 2025/2026, o sistema registrou 279 compradores, permitindo acompanhar o caminho do café certificado desde a origem até os diferentes mercados consumidores.
O maior comprador individual respondeu por 7,7% do volume total certificado, enquanto os 20 principais compradores concentraram 68,5% das sacas comercializadas.
Segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, os dados demonstram uma cadeia diversificada, com ampla participação de agentes comerciais e maior transparência para consumidores e empresas compradoras.
Cooperativas fortalecem certificação dos cafés especiais
As cooperativas vinculadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado tiveram participação estratégica no crescimento da Denominação de Origem.
A atuação de organizações como:
- Expocacer;
- Carpec;
- monteCCer;
- Coopadap;
- Carmocer;
- Coocacer Araguari;
- foi fundamental para apoiar produtores no processo de certificação e ampliar a oferta de cafés com origem comprovada.
Para o setor, a certificação representa uma ferramenta de diferenciação em um mercado cada vez mais exigente em relação a qualidade, sustentabilidade e transparência.
“Em um mercado cada vez mais orientado pela qualidade, transparência e sustentabilidade, a certificação de origem representa uma vantagem competitiva para cooperativas, associações e produtores”, destaca Sandra Moraes, gerente comercial de cafés especiais da Expocacer.
Exportadores ampliam alcance do café certificado brasileiro
Além das cooperativas, os exportadores credenciados têm papel importante na conexão entre a origem certificada e os consumidores internacionais.
Atualmente, fazem parte do sistema empresas como:
- Cafebras;
- NKG Stockler;
- Sucafina;
- Volcafe;
- Nucoffee;
- Dreyfus;
- Veloso Green Coffee.
A atuação desses parceiros contribui para ampliar a presença dos cafés da Região do Cerrado Mineiro em diferentes mercados e fortalecer o posicionamento do Brasil no segmento de cafés especiais.
Denominação de Origem chega ao consumidor final em mais de 50 países
Outro avanço importante foi a aproximação entre a certificação e o consumidor final.
Durante a safra, aproximadamente 10 milhões de selos da Denominação de Origem foram aplicados em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior.
Os produtos chegaram a consumidores em mais de 50 países, fortalecendo o reconhecimento da origem e da autenticidade dos cafés produzidos na região.
Um dos principais parceiros dessa estratégia é a illycaffè, que utiliza a certificação para comunicar ao consumidor a procedência dos cafés da Região do Cerrado Mineiro.
Região estabelece meta de 600 mil sacas certificadas para próxima safra
Para a safra 2026/2027, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, em conjunto com suas cooperativas filiadas, estabeleceu uma nova meta: certificar pelo menos 600 mil sacas de café com Denominação de Origem.
O objetivo representa um crescimento de 42,9% em relação ao volume certificado na safra 2025/2026.
A estratégia envolve:
- Ampliar a participação dos produtores no sistema;
- Fortalecer parcerias com cooperativas;
- Expandir a atuação com exportadores e armazéns credenciados;
- Aumentar a presença dos cafés certificados nos mercados nacional e internacional.
Cerrado Mineiro consolida liderança em cafés com origem certificada
Primeira região produtora de cafés do Brasil a conquistar uma Denominação de Origem, a Região do Cerrado Mineiro reúne aproximadamente 4.500 produtores distribuídos em 55 municípios.
A Federação dos Cafeicultores do Cerrado é responsável por representar, controlar e promover a origem, além de garantir a procedência e a qualidade dos cafés por meio de critérios técnicos e sistemas de rastreabilidade.
Com a expansão da certificação, a região fortalece sua posição como referência mundial em cafés especiais, agregando valor ao produtor, ampliando oportunidades comerciais e aproximando consumidores da história por trás de cada xícara.
Fonte: Portal do Agronegócio
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