Publicidade
Café

Café: manejo com análise de tecido vegetal eleva produtividade em 25,8% em área de MG

Resultado divulgado pela Agroallianz aponta colheita de 105,46 sacas por hectare em fazenda de Guapé; projeto combina avaliações laboratoriais e dados de campo para orientar investimentos.


Publicado em: 19/10/2026 às 16:30hs

Café: manejo com análise de tecido vegetal eleva produtividade em 25,8% em área de MG

Um trabalho de manejo acompanhado pelo Projeto AAcRes, da Agroallianz, registrou produtividade de 105,46 sacas de café por hectare em 2026, na Fazenda BellaMinas, em Guapé, Minas Gerais. Na área testemunha, utilizada como referência de comparação, o resultado foi de 83,82 sacas por hectare.

Segundo os dados divulgados pela empresa, a diferença alcançou 21,64 sacas por hectare, equivalente a um aumento de 25,8%. A iniciativa combina análise de tecido vegetal e acompanhamento no campo para identificar limitações do cafeeiro e avaliar suas respostas ao manejo.

Análise de tecido vegetal orienta decisões no cafezal

A metodologia relaciona compostos encontrados nos tecidos vegetais ao funcionamento das plantas. A proposta é utilizar essas informações, em conjunto com observações de campo, para direcionar intervenções e acompanhar seus efeitos.

Entre as estratégias avaliadas está o uso de osmorreguladores, com monitoramento do estado hídrico, do crescimento e da área foliar em condições de estresse ambiental.

O objetivo do projeto é conectar o diagnóstico da lavoura à escolha das tecnologias e à medição dos resultados, permitindo avaliar o investimento conforme o problema que se pretende resolver.

Manejo apresenta maior enfolhamento na colheita

Além da produtividade, a Agroallianz informou diferenças em indicadores de desenvolvimento das plantas.

O número médio de nós foi de 9,43 no manejo AAcRes, ante 8,86 na testemunha. Já o enfolhamento na colheita atingiu 80,19%, contra 72,59% na área de comparação — diferença de 7,6 pontos percentuais.

Essas características ajudam a acompanhar a estrutura vegetativa e produtiva do cafeeiro. Embora sejam relevantes para avaliar as condições das plantas, os indicadores não representam, isoladamente, uma previsão de produção para os ciclos seguintes.

Investimento precisa ser relacionado à resposta da planta

Para Renato Menezes, engenheiro agrônomo e gerente de marketing técnico da Agroallianz, a avaliação de uma tecnologia deve considerar sua finalidade e os resultados que pode entregar à lavoura.

“Não basta saber quanto custa uma determinada tecnologia, é preciso entender qual problema ela resolve, qual resposta pode proporcionar à planta e se essa resposta tem potencial para se transformar em produtividade e rentabilidade”, afirma.

Nessa abordagem, o acompanhamento reúne três etapas: identificar a limitação, definir a resposta esperada e estabelecer como o resultado será medido.

Resultado de campo deve ser analisado conforme as condições da lavoura

O ganho de 25,8% corresponde ao resultado informado pela empresa para o trabalho realizado na Fazenda BellaMinas em 2026. Sua interpretação deve considerar as condições da área e do manejo avaliado.

A proposta do AAcRes é usar o diagnóstico e o monitoramento para aproximar as decisões técnicas da gestão econômica da propriedade. Assim, os custos das tecnologias podem ser examinados em relação às respostas observadas e ao seu potencial de contribuição para a produtividade e a rentabilidade do cafezal.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias