Publicado em: 23/06/2026 às 11:20hs
O mercado futuro do café iniciou esta terça-feira (23) com movimentações distintas entre as principais bolsas internacionais. Enquanto o arábica apresentou alta na bolsa de Nova York, o robusta registrou queda em Londres, refletindo um cenário de ajustes técnicos e atenção redobrada ao clima e ao avanço da colheita no Brasil.
Na ICE Futures US, os contratos futuros de café arábica operaram em alta no início do pregão.
O movimento de valorização continua sendo sustentado pelos estoques certificados da commodity, que permanecem em níveis historicamente baixos. O quadro reforça preocupações sobre a oferta global de arábica e contribui para manter o suporte às cotações internacionais.
Já o café robusta, negociado na ICE Europe, iniciou o dia em baixa:
A movimentação reflete ajustes após recentes ganhos e um mercado mais cauteloso diante das expectativas para a oferta global da variedade.
No Brasil, a colheita da safra 2025/26 segue avançando nas principais regiões produtoras, mas o ritmo de vendas permanece limitado.
Segundo análise do Escritório Carvalhaes, produtores seguem cautelosos na fixação de preços, reduzindo o volume de negociações neste período, abaixo da média histórica para a época do ano.
O clima segue como um dos principais vetores de atenção para o setor cafeeiro. De acordo com a Climatempo, uma frente fria avança sobre o Sul e o Sudeste do Brasil ao longo da semana.
A previsão indica chuvas em áreas importantes de produção, como:
Em algumas regiões, os volumes podem ultrapassar 50 mm, o que pode interromper temporariamente atividades de colheita e secagem.
Além disso, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas no Centro-Sul do país na segunda metade da semana. Apesar disso, os modelos meteorológicos não apontam risco relevante de geadas nas principais áreas produtoras de café no momento.
Com estoques internacionais apertados, avanço gradual da colheita no Brasil e instabilidade climática no radar, o mercado de café deve seguir volátil nos próximos dias. O equilíbrio entre oferta, clima e demanda continua sendo o principal fator de formação de preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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