Publicidade
Biológicos e Bioinsumos

Bioinsumos podem adicionar R$ 15,8 bilhões ao PIB e impulsionar produtividade do agronegócio brasileiro até 2035

Estudo aponta que tecnologias biológicas podem gerar mais de 160 mil empregos, aumentar a produção de soja e milho, recuperar áreas degradadas e fortalecer a agricultura sustentável no Brasil.


Publicado em: 06/08/2026 às 17:00hs

Bioinsumos podem adicionar R$ 15,8 bilhões ao PIB e impulsionar produtividade do agronegócio brasileiro até 2035

Os bioinsumos consolidam-se como uma das principais apostas para elevar a competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos. Além dos ganhos ambientais, a adoção dessas tecnologias pode gerar um impacto econômico expressivo, adicionando R$ 15,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro entre 2030 e 2035, impulsionando a produtividade das lavouras e reduzindo a dependência de insumos convencionais.

A avaliação é do engenheiro agrônomo Glauber Leite, que destaca o potencial dos bioinsumos para transformar a agricultura nacional por meio de soluções sustentáveis capazes de aumentar a eficiência produtiva, reduzir custos e ampliar a rentabilidade das propriedades rurais.

Bioinsumos podem gerar mais de 160 mil empregos

Além do impacto econômico, as projeções indicam que a expansão do uso de bioinsumos poderá criar aproximadamente 160,5 mil novos empregos ao longo da cadeia produtiva do agronegócio.

Outro benefício relevante é a possibilidade de evitar o desmatamento de cerca de 9,2 milhões de hectares, resultado do aumento da produtividade nas áreas já cultivadas e da recuperação de terras atualmente subutilizadas.

Segundo o especialista, os números demonstram que os bioinsumos deixaram de ser apenas uma alternativa tecnológica e passaram a ocupar posição estratégica para garantir maior eficiência, sustentabilidade e segurança na produção agrícola brasileira.

Retorno pode chegar a R$ 79 para cada R$ 1 investido

O potencial econômico também chama atenção pelo elevado retorno sobre o investimento.

As estimativas indicam que, nas culturas de soja, milho, arroz e cana-de-açúcar, cada R$ 1 aplicado em bioinsumos pode gerar até R$ 79 em benefícios econômicos, considerando ganhos de produtividade, eficiência operacional e redução da necessidade de expansão da fronteira agrícola.

Esse desempenho reforça a importância dessas tecnologias para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro em um cenário de crescente demanda mundial por alimentos produzidos de forma sustentável.

Fixação biológica de nitrogênio lidera avanços tecnológicos

Entre as soluções com maior potencial de crescimento destacam-se a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e os microrganismos promotores do crescimento vegetal.

Essas tecnologias permitem melhorar o aproveitamento de nutrientes pelas plantas, aumentar a produtividade das lavouras e reduzir a dependência de fertilizantes de origem fóssil, contribuindo para diminuir custos de produção e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Além disso, o uso de bioinsumos favorece sistemas agrícolas mais resilientes, alinhados às exigências dos mercados internacionais por práticas sustentáveis.

Recuperação de pastagens pode ampliar produção agrícola

As projeções também apontam para a recuperação de 4,8 milhões de hectares de pastagens degradadas, que poderão ser convertidas em áreas agrícolas produtivas.

Ao mesmo tempo, outros 14,1 milhões de hectares de lavouras poderão registrar ganhos de produtividade com a adoção dessas tecnologias.

Nesse cenário, a produção brasileira de soja poderá crescer até 3,4%, enquanto a de milho poderá avançar até 1,5%, ampliando a oferta de alimentos sem necessidade de expansão significativa da área cultivada.

Brasil reúne condições para liderar a agricultura biológica

Apesar do elevado potencial, especialistas destacam que a consolidação desse mercado dependerá de investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento tecnológico, produção industrial, controle de qualidade e assistência técnica aos produtores rurais.

Também será fundamental fortalecer a regulamentação, ampliar a rastreabilidade dos produtos, garantir desempenho comprovado no campo e estimular a integração entre instituições de pesquisa, setor privado, indústria e extensão rural.

Com uma agricultura altamente tecnificada, ampla biodiversidade e liderança mundial na produção tropical, o Brasil reúne condições para se tornar referência global no desenvolvimento e na utilização de bioinsumos. A captura desse potencial econômico, entretanto, exigirá planejamento estratégico, inovação e coordenação entre todos os elos da cadeia do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias