Publicado em: 30/03/2026 às 11:45hs
A cadeia do trigo no Brasil enfrenta um cenário de crescente pressão de custos diante da intensificação da crise global. A Associação Brasileira da Indústria do Trigo alerta que os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio já afetam diretamente a indústria moageira e podem repercutir nos preços de produtos essenciais ao consumidor.
O trigo é considerado uma cultura estratégica para o país, já que seu valor impacta diretamente itens amplamente consumidos pela população, como farinha, pão, massas e biscoitos.
Diante disso, qualquer variação relevante nos custos da cadeia tende a se refletir rapidamente no preço final desses produtos, com efeitos diretos sobre o custo de vida.
Segundo a entidade, o agravamento do cenário internacional, especialmente em função do conflito envolvendo o Irã, tem provocado uma combinação de fatores negativos para o setor.
Entre os principais pontos de pressão estão:
Esse conjunto de fatores impacta diretamente os custos da indústria de moagem, elevando o risco para toda a cadeia produtiva do trigo.
Além das pressões externas, o setor também enfrenta desafios domésticos. A incidência de alíquotas de PIS/COFINS sobre o trigo importado, somada à redução de benefícios fiscais, aumentou a carga tributária sobre produtos essenciais, como a farinha de trigo.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo, essa mudança limita a capacidade das empresas de absorver os aumentos de custos, elevando o risco de repasses ao longo da cadeia produtiva e ao consumidor final.
Mesmo diante de um ambiente adverso, a indústria tem buscado alternativas para reduzir os efeitos da crise. Entre as principais medidas adotadas estão:
Essas ações visam preservar o equilíbrio do setor e minimizar impactos mais severos no mercado interno.
Paralelamente, a entidade mantém diálogo contínuo com autoridades e formuladores de políticas públicas, apresentando dados e cenários para defender medidas que garantam a competitividade da cadeia e a segurança do abastecimento.
O objetivo é evitar desorganização no mercado e assegurar a oferta regular de farinha de trigo e seus derivados no país.
De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo, Rubens Barbosa, o setor segue comprometido em manter o fornecimento de um produto essencial para a população brasileira, mesmo em um cenário global de forte instabilidade.
Segundo ele, o foco das empresas é garantir a estabilidade do abastecimento e reduzir, sempre que possível, os impactos ao consumidor final.
Fonte: Portal do Agronegócio
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