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Arroz

ATeG ajuda produtores de arroz em SC a reduzir custos e aumentar a rentabilidade no campo

Programa do Sistema Faesc/Senar acompanha 30 rizicultores de Jaguaruna com assistência técnica gratuita, controle de despesas e planejamento produtivo para melhorar a gestão e os resultados econômicos das propriedades.


Publicado em: 19/10/2026 às 10:35hs

ATeG ajuda produtores de arroz em SC a reduzir custos e aumentar a rentabilidade no campo
Foto: Sindicato Rural de Jaguaruna

A busca por maior rentabilidade na produção de arroz em Santa Catarina tem levado agricultores a investir não apenas em tecnologia e produtividade, mas também em gestão rural. Em Jaguaruna, no sul do Estado, 30 produtores de arroz recebem acompanhamento da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Sistema Faesc/Senar, em uma iniciativa que busca aprimorar o controle de custos, otimizar recursos e fortalecer os resultados financeiros das propriedades.

O município foi escolhido para receber o primeiro grupo catarinense da ATeG dedicado à rizicultura. Desenvolvido em parceria com o Sindicato Rural de Jaguaruna, o programa oferece orientação individualizada e ferramentas de gestão para auxiliar os agricultores na tomada de decisões ao longo do ciclo produtivo.

A iniciativa ganha relevância em uma atividade que possui forte importância econômica regional e exige atenção permanente aos custos operacionais, ao uso de insumos e à eficiência das operações agrícolas.

Assistência técnica fortalece a gestão da produção de arroz

O atendimento da ATeG é gratuito e prevê visitas mensais de um técnico de campo durante 24 meses. Nesse período, os produtores recebem orientações sobre manejo das lavouras, planejamento da produção, análise de despesas e acompanhamento de indicadores econômicos.

A metodologia permite avaliar cada etapa da atividade, identificar possíveis desperdícios e verificar quais investimentos oferecem melhores resultados. O objetivo é ampliar a eficiência produtiva e melhorar a rentabilidade por hectare cultivado.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Jaguaruna, Rui Geraldino Fernandes, o programa complementa o conhecimento técnico que os agricultores já possuem e acrescenta uma avaliação sistemática dos resultados financeiros.

A análise detalhada dos números ajuda a identificar oportunidades de melhoria que podem passar despercebidas na rotina da propriedade. Mesmo ajustes pontuais no uso de insumos, máquinas e recursos podem contribuir para reduzir despesas e melhorar o resultado econômico ao final da safra.

Os indicadores serão acompanhados ao longo do programa, com atenção especial ao período posterior à colheita, quando será possível avaliar com maior precisão os efeitos das orientações sobre o desempenho das propriedades.

Programa busca aumentar a rentabilidade dos rizicultores

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a experiência na rizicultura demonstra o potencial da assistência técnica e gerencial para promover mudanças na realidade econômica do campo.

Em 2026, a ATeG completa dez anos de atuação, com atendimento a 12 cadeias produtivas em Santa Catarina. A metodologia combina conhecimento técnico, planejamento e análise econômica para apoiar os produtores na gestão de suas atividades.

A inclusão do arroz entre as cadeias atendidas amplia o alcance do programa em uma atividade na qual a margem financeira depende de diversos fatores, como produtividade, custos de produção, investimentos e eficiência operacional.

A proposta é ajudar os agricultores a identificar oportunidades de redução de despesas, aprimorar o desempenho das lavouras e buscar uma remuneração mais adequada para o trabalho realizado.

Jaguaruna possui cerca de 4,5 mil hectares de arroz

A rizicultura tem participação expressiva na economia rural de Jaguaruna. O município conta com aproximadamente 4.500 hectares cultivados com arroz e cerca de 100 agricultores envolvidos na atividade, predominantemente integrantes da agricultura familiar.

Nesse contexto, o acompanhamento técnico e gerencial pode contribuir para melhorar a organização das propriedades e tornar as decisões de investimento mais precisas.

O técnico de campo da ATeG, Clair Teixeira de Souza, destaca que a eficiência econômica depende da avaliação criteriosa dos recursos aplicados e dos resultados obtidos em cada safra.

A diferença entre receitas e despesas é um dos principais indicadores para compreender o desempenho financeiro da atividade. Por isso, o controle dos custos de cada operação permite identificar pontos de atenção e direcionar melhor os recursos disponíveis.

Com informações mais detalhadas, os produtores podem avaliar a eficiência dos investimentos, otimizar o uso de insumos e equipamentos e planejar os próximos ciclos de cultivo com maior segurança.

Tecnologia no campo contribui para reduzir custos

Além do acompanhamento gerencial, a rizicultura de Jaguaruna vem incorporando tecnologias que podem aumentar a precisão das operações e melhorar a utilização dos recursos disponíveis.

Entre as práticas destacadas pelo Sindicato Rural estão o cultivo pré-germinado, o uso de drones na semeadura, a mecanização agrícola e o manejo mais eficiente da água.

Essas soluções permitem aperfeiçoar determinadas etapas do processo produtivo, favorecer o aproveitamento dos insumos e contribuir para a redução de custos operacionais, dependendo das condições de cada propriedade e da forma como as tecnologias são utilizadas.

A adoção de equipamentos e técnicas modernas, entretanto, precisa estar associada ao planejamento financeiro. Avaliar os custos de aquisição, manutenção e operação é fundamental para verificar se os investimentos geram retorno econômico.

Por isso, a integração entre tecnologia e gestão é um dos pontos centrais da assistência oferecida aos produtores.

Gestão rural é estratégica para a competitividade do arroz

Para Rui Geraldino Fernandes, os avanços observados na rizicultura local demonstram a importância de combinar orientação técnica, inovação e disposição dos agricultores para aperfeiçoar os sistemas de produção.

A parceria entre o Sistema Faesc/Senar e o Sindicato Rural de Jaguaruna busca consolidar essas práticas e ampliar as oportunidades de melhoria dos resultados econômicos das propriedades.

Ao longo dos 24 meses de acompanhamento, a comparação dos indicadores permitirá avaliar a evolução da gestão e identificar quais medidas apresentam maior contribuição para o desempenho das lavouras.

Em um cenário no qual os custos de produção influenciam diretamente a margem dos agricultores, o acesso à assistência técnica e às ferramentas de gestão pode se tornar um diferencial para a sustentabilidade econômica das famílias rurais.

A expectativa é que o trabalho contribua para fortalecer a competitividade da produção de arroz em Santa Catarina, incentivando decisões mais eficientes, melhor planejamento das safras e maior controle sobre os resultados financeiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

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