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Algodão

Preço do algodão sobe 1,7% no fim de outubro com dólar forte, mas fecha mês em queda

Indicador Cepea encerra outubro em R$ 4,1302 por libra-peso; valorização cambial eleva a paridade de exportação e deixa vendedores mais firmes nas negociações


Publicado em: 05/11/2026 às 10:40hs

Preço do algodão sobe 1,7% no fim de outubro com dólar forte, mas fecha mês em queda

Os preços do algodão em pluma reagiram na última semana de outubro, impulsionados pela valorização do dólar frente ao real e pelo aumento da paridade de exportação. A recuperação, porém, não foi suficiente para eliminar as perdas acumuladas ao longo do mês, marcado por baixa liquidez e cautela nas negociações.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em oito dias, avançou 1,7% entre 26 e 30 de outubro. No fechamento do dia 30, a referência ficou em R$ 4,1302 por libra-peso.

Na comparação com 30 de setembro, o indicador registrou queda de 1,05%.

Dólar eleva paridade de exportação e sustenta reação

A mudança de comportamento ocorreu na reta final do mês, quando a forte alta da moeda norte-americana elevou a paridade de exportação do algodão brasileiro.

Durante a maior parte de outubro, a cotação doméstica permaneceu acima desse referencial. A partir do dia 26, entretanto, passou a operar abaixo dele.

Atentos à mudança, vendedores consultados pelo Cepea adotaram posições mais firmes nas negociações, contribuindo para a recuperação dos preços internos.

Na média de outubro, a cotação doméstica ficou 1,3% acima da paridade de exportação. Já na última semana, esteve, em média, 3,8% abaixo, evidenciando a alteração na relação entre os dois referenciais.

Indústrias priorizam estoques e compras já contratadas

Apesar da reação no encerramento, o mercado brasileiro de algodão apresentou movimentação limitada durante a maior parte do mês.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os vendedores fecharam negócios pontuais e concentraram esforços no cumprimento de contratos a termo.

As indústrias, por sua vez, priorizaram o consumo dos estoques e o recebimento de volumes adquiridos anteriormente. Essa postura reduziu a participação dos compradores na aquisição de novos lotes e contribuiu para a baixa liquidez.

Recuperação no fim do mês não reverte perda acumulada

O balanço de outubro reúne dois movimentos: a pressão sobre as cotações durante boa parte do período e a recuperação concentrada nos últimos dias.

Enquanto a demanda por novos lotes permaneceu contida, o câmbio ganhou força na formação dos preços ao elevar a referência de exportação. Com isso, o algodão encerrou o mês em reação, embora ainda abaixo do valor registrado no fim de setembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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