Publicado em: 27/02/2026 às 16:00hs
Apesar da alta nas cotações do algodão na Bolsa de Nova York e do calendário mais curto devido ao Carnaval, o mercado físico brasileiro manteve-se estável em fevereiro. Segundo dados da Safras Consultoria, o período de entressafra trouxe comportamento equilibrado para os preços, sustentados por boa oferta interna e leve melhora na demanda.
Mesmo com oscilações externas, os preços domésticos do algodão ficaram próximos aos patamares de janeiro. Na quinta-feira (26), a indicação da indústria para o produto colocado em São Paulo foi de R$ 3,53 por libra-peso, o mesmo valor registrado há um mês. Na comparação semanal, houve pequena alta de 0,28%.
Em Rondonópolis (MT), o preço pago pela pluma alcançou R$ 109,52 por arroba (equivalente a R$ 3,31/lb), frente aos R$ 109,21 por arroba da semana anterior. Analistas apontam que a demanda apresentou maior movimentação tanto no mercado spot quanto em contratos de até 30 dias, o que contribuiu para a leve valorização semanal.
De acordo com o relatório de fevereiro da Abrapa, o Brasil exportou 316,9 mil toneladas de algodão em janeiro de 2026, gerando US$ 489 milhões em receita. O volume foi 23,8% menor que o embarcado no mesmo mês de 2024, mas ainda representa o segundo melhor janeiro da história das exportações do setor.
A China se manteve como o principal destino do algodão brasileiro, com 36% de participação no total embarcado. China e Turquia foram os destaques positivos do mês, somando aumento de 55,6 mil toneladas nas exportações em relação a janeiro de 2025. Já Paquistão, Vietnã e Bangladesh registraram retração conjunta de 135,4 mil toneladas.
Os dados da Secex, vinculada ao Ministério da Economia, mostram que o Brasil exportou 218,691 mil toneladas de algodão nos 13 primeiros dias úteis de fevereiro. A média diária foi de 16,822 mil toneladas, totalizando US$ 333,628 milhões em receita — cerca de US$ 25,663 milhões por dia.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 22,5% no volume médio diário exportado e aumento de 11% na receita média diária, reforçando a boa competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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