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Algodão

Exportações de algodão brasileiro para a Índia chegam a 350 mil toneladas na safra 2025/26, diz Abrapa

No Congresso Brasileiro de Algodão, entidade relaciona avanço das vendas à qualidade da fibra e aponta logística, crédito e fertilizantes entre os desafios do setor


Publicado em: 24/09/2026 às 10:20hs

Exportações de algodão brasileiro para a Índia chegam a 350 mil toneladas na safra 2025/26, diz Abrapa

As exportações de algodão brasileiro para a Índia passaram de 8 mil toneladas há dois anos para 350 mil toneladas na safra 2025/26, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Viganó Piccoli. Ao abrir o 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), em Belo Horizonte, ele apresentou o crescimento como exemplo da capacidade do país de conquistar mercados para a fibra.

De acordo com Piccoli, o Brasil respondeu por um terço das importações indianas de algodão no período citado. O dirigente defendeu a ampliação do acesso a outros destinos e atribuiu a competitividade do produto brasileiro ao trabalho conjunto da cadeia produtiva, à rastreabilidade e à qualidade da fibra.

Qualidade e rastreabilidade ganham destaque

Na avaliação do presidente da Abrapa, 97% do algodão produzido no Brasil atende a padrões internacionais de qualidade e sustentabilidade. Para ele, esses atributos ajudam a fortalecer a posição do país entre os fornecedores globais.

O tema do congresso deste ano — Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência — também busca ampliar o debate sobre o uso do algodão em comparação com fibras sintéticas. Piccoli defendeu que o setor discuta os impactos ambientais desses materiais e a presença de microplásticos.

Logística, crédito e fertilizantes desafiam o setor

Apesar do avanço das exportações, Piccoli apontou entraves à expansão da cotonicultura brasileira. Entre eles estão as dificuldades logísticas, o acesso ao crédito e a dependência de fertilizantes importados.

O dirigente também pediu segurança jurídica e estabilidade regulatória para dar mais previsibilidade aos produtores e às empresas da cadeia do algodão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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