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Algodão

Colheita do algodão avança no Brasil e Mato Grosso acelera trabalhos com 13,4% das áreas colhidas

Levantamento da Conab aponta que a colheita de algodão chegou a 16,5% no país, com destaque para Maranhão e Mato Grosso do Sul, que já alcançam metade das lavouras colhidas; Mato Grosso intensifica operações com foco no controle fitossanitário


Publicado em: 28/07/2026 às 19:00hs

Colheita do algodão avança no Brasil e Mato Grosso acelera trabalhos com 13,4% das áreas colhidas

A colheita do algodão brasileiro ganhou ritmo nas últimas semanas e alcançou 16,5% das áreas cultivadas até a sexta-feira (24), segundo o acompanhamento de lavouras divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O avanço representa uma evolução em relação à semana anterior, quando os trabalhos atingiam 12,8% da área, mas o ritmo ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando o país já havia colhido 21,7%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, estimada em 25%.

A evolução dos trabalhos ocorre principalmente nos estados produtores do Centro-Oeste e Nordeste, onde as condições climáticas têm favorecido a entrada de novas áreas em estágio adequado de maturação.

Mato Grosso acelera colheita do algodão com atenção ao controle de pragas

Principal produtor nacional de algodão, Mato Grosso chegou a 13,4% da área colhida, avançando no ritmo operacional conforme novas lavouras atingem o ponto ideal de maturação.

Segundo técnicos da Conab, as condições meteorológicas recentes contribuíram para a ampliação dos trabalhos no estado. Apesar do avanço, os produtores mantêm atenção ao manejo fitossanitário, especialmente no controle do bicudo-do-algodoeiro, uma das principais ameaças à produtividade e à qualidade da fibra.

O acompanhamento das áreas segue concentrado na manutenção da sanidade das lavouras, fator considerado fundamental para garantir o potencial produtivo da safra.

Maranhão e Mato Grosso do Sul chegam a 50% da colheita

Entre os estados acompanhados pela Conab, Maranhão e Mato Grosso do Sul lideram o avanço da colheita, com aproximadamente 50% das áreas já concluídas.

No Maranhão, os trabalhos seguem dentro do planejamento operacional das propriedades, com evolução considerada adequada para o calendário agrícola da região.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu metade das áreas cultivadas, embora tenha registrado atrasos em parte do calendário devido ao excesso de chuvas na região Central do estado. Apesar disso, as lavouras localizadas nos Chapadões apresentam bom potencial produtivo, mantendo perspectivas positivas para a safra.

Goiás enfrenta impacto das chuvas na qualidade da pluma

Em Goiás, a colheita alcançou 42% das áreas, mas algumas regiões registraram impactos provocados pelas chuvas recentes.

Na região Sul do estado, a umidade prejudicou parte da pluma colhida, aumentando o nível de impurezas no produto. Apesar desse efeito, a Conab destaca que o peso das fibras permanece dentro de padrões considerados satisfatórios.

O cenário exige atenção dos produtores quanto ao manejo pós-colheita, especialmente nos processos de beneficiamento e armazenamento.

Piauí e Goiás avançam no ritmo da colheita

Além de Maranhão e Mato Grosso do Sul, outros estados também apresentam evolução significativa nos trabalhos.

O Piauí registra cerca de 42% das áreas colhidas, enquanto Goiás alcança o mesmo percentual. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais: 31% da área colhida;
  • Bahia: 16%;
  • Mato Grosso: 13,4%.

O restante das lavouras brasileiras está dividido entre diferentes fases do ciclo produtivo. Cerca de 77,1% das áreas encontram-se em estágio de maturação, enquanto 6,4% permanecem na fase de formação de maçãs, etapa importante para definição do potencial produtivo final.

Safra de algodão mantém boas perspectivas, apesar do ritmo abaixo da média

Mesmo com o avanço mais lento em comparação com temporadas anteriores, o cenário da safra brasileira de algodão segue positivo, sustentado pela evolução das lavouras e pelo bom desempenho produtivo esperado nos principais polos agrícolas.

O comportamento climático nas próximas semanas será determinante para a conclusão da colheita, preservação da qualidade da fibra e manutenção da competitividade do algodão brasileiro no mercado nacional e internacional.

A atenção dos produtores permanece voltada para a janela ideal de colheita, controle de pragas e preservação da qualidade da pluma, fatores decisivos para o resultado econômico da temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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