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Algodão

Algodão: preços internacionais impulsionam expansão da área no Brasil, mas El Niño pode reduzir produção em 2026/27

StoneX projeta aumento de 4,4% na área cultivada com algodão, liderado por Mato Grosso, enquanto riscos climáticos devem limitar a produtividade e reduzir exportações da pluma.


Publicado em: 28/07/2026 às 10:50hs

Algodão: preços internacionais impulsionam expansão da área no Brasil, mas El Niño pode reduzir produção em 2026/27

A recuperação dos preços internacionais do algodão deve incentivar os produtores brasileiros a ampliar o cultivo da fibra na safra 2026/27. De acordo com projeção divulgada pela consultoria StoneX, a área plantada no país deverá crescer 4,4% em relação ao ciclo anterior, alcançando 2,07 milhões de hectares.

Apesar da expansão do plantio, a consultoria estima uma leve retração na produção nacional em razão das incertezas climáticas associadas ao fenômeno El Niño, que pode comprometer a produtividade das lavouras. O Brasil, atualmente maior exportador mundial de algodão, também deverá embarcar um volume menor da pluma na próxima temporada.

Área de algodão cresce impulsionada pela recuperação dos preços

Segundo a StoneX, a melhora nas cotações internacionais da pluma vem fortalecendo a rentabilidade da cultura e estimulando os investimentos dos produtores para o próximo ciclo.

O crescimento da área cultivada deverá ser concentrado principalmente em Mato Grosso, maior produtor nacional de algodão. O estado poderá incorporar aproximadamente 75 mil hectares ao sistema produtivo, totalizando 1,45 milhão de hectares na safra 2026/27.

A expansão confirma a confiança dos cotonicultores na recuperação do mercado internacional e reforça a posição estratégica do Brasil no comércio global da fibra.

El Niño pode reduzir produtividade e limitar a produção

Mesmo com o avanço da área plantada, a StoneX projeta uma produção nacional de 3,83 milhões de toneladas, volume 1,5% inferior ao estimado para a safra anterior, quando a colheita atingiu 3,885 milhões de toneladas.

A principal preocupação está relacionada aos efeitos do fenômeno El Niño, que pode provocar períodos de estiagem em importantes regiões produtoras.

De acordo com a consultoria, a redução das chuvas pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, diminuir o potencial produtivo e, em algumas regiões, influenciar até mesmo decisões de plantio.

Caso o cenário climático se confirme, a produtividade média deverá recuar, neutralizando parte do ganho obtido com a expansão da área cultivada.

Exportações devem recuar, mas permanecem em nível historicamente elevado

A StoneX também revisou as perspectivas para as exportações brasileiras de algodão na temporada 2026/27.

Os embarques deverão atingir 3,05 milhões de toneladas, representando uma queda de 7,6% em comparação com o ciclo anterior.

Segundo a consultoria, o recuo está diretamente ligado à combinação de produção menor e estoques de passagem mais reduzidos, fatores que diminuem a disponibilidade exportável.

Mesmo assim, o volume projetado continua expressivo e deverá representar o segundo maior da história do Brasil, ficando atrás apenas da safra 2025/26.

Brasil mantém protagonismo no mercado global de algodão

Mesmo diante dos desafios climáticos, o Brasil segue consolidado como um dos principais protagonistas do mercado internacional de algodão.

A combinação entre expansão da área cultivada, elevada eficiência produtiva e forte competitividade nas exportações mantém o país em posição de destaque no abastecimento global da fibra.

Para a safra 2026/27, o comportamento do clima será o principal fator a ser acompanhado pelo mercado. Caso os efeitos do El Niño sejam menos intensos do que o previsto, a produção poderá superar as estimativas iniciais e fortalecer ainda mais a presença brasileira no comércio internacional de algodão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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