Nanotecnologia vegetal pode ampliar eficiência de insumos agrícolas; empresa relata ganhos de até 60%
Segundo a Nutristrahl, estrutura em escala nanométrica protege compostos e favorece a absorção pelas plantas; resultados e intervalos de aplicação dependem das condições de uso
Publicado em: 28/10/2026 às 11:45hs
Uma tecnologia de base vegetal desenvolvida para melhorar a aplicação de insumos agrícolas pode contribuir para o aproveitamento de defensivos, fertilizantes e produtos biológicos nas lavouras. Segundo a Nutristrahl, responsável pela solução, a formação de estruturas em escala nanométrica ajuda a proteger os compostos e facilita sua chegada às plantas.
A empresa afirma ter registrado ganhos de produtividade entre 30% e 60% com o uso da tecnologia. O texto apresentado não detalha as culturas avaliadas, as condições dos testes ou os resultados de estudos independentes que permitam generalizar esses percentuais.
A proposta foi apresentada por Marco Anton, sócio gestor da Nutristrahl, em debate moderado por Flávio Castelari, gestor da cadeia de produtores.
Como funciona a tecnologia aplicada aos insumos
Segundo Anton, os componentes da solução têm dimensões de aproximadamente dois a quatro nanômetros. Em meio aquoso, eles interagem com o composto ativo e formam uma estrutura lipídica em escala nanométrica, descrita pela empresa como uma camada de proteção para o transporte da molécula.
A Nutristrahl afirma que essa estrutura favorece a aderência à superfície das folhas e facilita a absorção do produto pela planta. A proposta é preservar o composto durante a aplicação e melhorar seu aproveitamento na lavoura.
De acordo com a empresa, a tecnologia é de base 100% vegetal e possui homologação para uso na agricultura orgânica nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália.
Tecnologia pode ser associada a diferentes produtos
A Nutristrahl informa que a solução pode ser utilizada em conjunto com herbicidas, inseticidas, fungicidas, fertilizantes e defensivos biológicos. A empresa também prevê sua incorporação às formulações industriais, para que o produto chegue pronto ao agricultor.
No portfólio apresentado, o OCC Carbon é direcionado ao uso com produtos já adotados no manejo agrícola. Já o OCC Black reúne bioestimulantes na formulação, com foco no desenvolvimento vegetativo das plantas.
A compatibilidade entre produtos e as condições de aplicação devem ser avaliadas conforme as orientações técnicas e os registros aplicáveis a cada insumo.
Empresa aponta potencial de redução de aplicações
Além do aproveitamento dos produtos, a Nutristrahl afirma que a tecnologia pode ampliar o período de efeito dos insumos nas plantas e reduzir custos operacionais.
Segundo Anton, em determinadas situações, aplicações realizadas semanalmente poderiam passar a ocorrer em intervalos de até três semanas. A empresa associa essa possibilidade à economia de produto e à redução do uso de máquinas e da estrutura necessária para as operações.
O intervalo adequado, contudo, depende da cultura, do alvo, do produto e das condições de manejo. O texto original não apresenta dados dos ensaios que fundamentam a estimativa.
Produtividade e resposta a condições de seca
A Nutristrahl também afirma que a solução pode contribuir para o aproveitamento de nutrientes e para o desenvolvimento das lavouras em condições climáticas adversas, especialmente durante períodos de seca.
Os ganhos de produtividade relatados pela empresa variam de 30% a 60%. Como não foram informados detalhes sobre metodologia, locais, safras e comparações utilizadas, esses resultados devem ser interpretados como alegações da fabricante, e não como uma expectativa garantida para todas as propriedades.
Fonte: Portal do Agronegócio
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