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Seguro Rural

Seguro de silos fica mais rigoroso no Brasil com aumento do risco de incêndios em unidades armazenadoras

Seguradoras ampliam critérios de avaliação de risco e passam a exigir mais controle sobre poeira, ventilação, resíduos e medidas preventivas para reduzir incêndios e explosões em estruturas de armazenagem de grãos.


Publicado em: 05/08/2026 às 14:00hs

Seguro de silos fica mais rigoroso no Brasil com aumento do risco de incêndios em unidades armazenadoras

O mercado de seguros para unidades armazenadoras de grãos está passando por uma mudança significativa no Brasil. Diante do aumento dos registros de incêndios em silos, as seguradoras elevaram o nível de exigência na análise de risco e passaram a avaliar com maior rigor as medidas preventivas adotadas por produtores e empresas armazenadoras.

Mais do que analisar a estrutura física das instalações, as companhias de seguro buscam identificar o grau de controle operacional das unidades, incluindo sistemas de prevenção contra incêndios, manejo de poeira em suspensão, controle de resíduos, ventilação adequada e eliminação de possíveis fontes de ignição.

A mudança ocorre em um cenário de preocupação crescente no setor. Apenas no primeiro semestre de 2026, quatro grandes incêndios foram registrados em unidades armazenadoras de grãos no país, reforçando a importância de investimentos em segurança, manutenção preventiva e gestão profissional de riscos.

Prevenção passa a influenciar custo e contratação do seguro

Com a maior ocorrência de sinistros, o comportamento das seguradoras mudou. A avaliação deixou de considerar apenas a existência da estrutura física e passou a incorporar indicadores relacionados à capacidade da empresa em prevenir acidentes.

Segundo Fabio Tomain, proprietário da FTAGRO Gestão de Riscos 360, a análise atual busca compreender o nível de maturidade da gestão de riscos dentro das unidades armazenadoras.

"A seguradora busca entender não apenas a estrutura da unidade, mas também quais medidas efetivas são adotadas para reduzir a possibilidade de sinistros. Quanto maior a capacidade de prevenção e gerenciamento dos riscos, melhor é a percepção sobre a operação durante a análise da apólice", explica.

Para o especialista, a prevenção deixou de ser apenas uma exigência técnica e passou a representar uma estratégia econômica, já que instalações com maior controle operacional tendem a apresentar melhores condições na negociação de seguros.

Poeira em suspensão é um dos principais pontos de atenção

Entre os fatores mais críticos avaliados pelas seguradoras estão a concentração de poeira em suspensão, o acúmulo de resíduos de grãos e a presença de fontes de calor dentro das estruturas de armazenamento.

Em ambientes fechados, partículas de poeira altamente inflamáveis podem criar condições favoráveis para incêndios e explosões quando combinadas com uma fonte de ignição.

Além dos riscos humanos, um incêndio em silos pode provocar grandes perdas financeiras, comprometer estoques, interromper operações e afetar a capacidade de atendimento da cadeia de produção agrícola.

Por isso, especialistas reforçam que a segurança em unidades armazenadoras precisa fazer parte da rotina operacional, com monitoramento constante e adoção de tecnologias preventivas.

Tecnologia ganha espaço na gestão de riscos em silos

Para Adriano Mallet, diretor da Agrocult Consultoria, distribuidora do Cycloar, a prevenção precisa ocorrer antes do problema.

"Grande parte dos fatores que favorecem incêndios e explosões pode ser reduzida com boas práticas e tecnologias adequadas. Controlar a poeira em suspensão, melhorar a ventilação e reduzir condições que favoreçam focos de ignição significa aumentar a segurança da operação e proteger pessoas, patrimônio e os grãos armazenados", afirma.

Entre as soluções que vêm ganhando espaço estão sistemas de exaustão e renovação contínua do ar, capazes de auxiliar no controle da concentração de partículas dentro dos silos.

O Cycloar, por exemplo, foi desenvolvido para melhorar a circulação de ar no interior das unidades armazenadoras, contribuindo para reduzir a presença de poeira suspensa e minimizar condições que aumentam o risco de incêndios e explosões.

Gestão preventiva se torna diferencial para armazenadores

A adoção de medidas preventivas passou a representar um diferencial competitivo para empresas do setor agrícola. Além de proteger ativos e reduzir riscos operacionais, investimentos em segurança demonstram maior profissionalização da gestão das unidades armazenadoras.

Com a elevação dos custos relacionados a sinistros e a maior atenção das seguradoras, produtores e armazenadores devem intensificar ações voltadas à manutenção preventiva, treinamento de equipes, controle ambiental e implantação de tecnologias de segurança.

Seguro agrícola e armazenagem entram em nova fase de exigência

A evolução dos critérios das seguradoras indica uma nova realidade para o setor de armazenagem de grãos no Brasil: prevenir riscos deixou de ser apenas uma recomendação técnica e passou a ser um requisito estratégico.

Em um cenário de expansão da produção agrícola e aumento da necessidade de armazenamento seguro, unidades preparadas para controlar riscos tendem a ganhar vantagem, tanto na proteção patrimonial quanto no acesso a melhores condições de seguro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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