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Vazio Sanitário do Algodão começa em 1º de agosto em São Paulo; produtores devem eliminar plantas para combater o bicudo

Período obrigatório segue até 30 de setembro na maior parte do Estado e integra estratégia nacional de controle do bicudo-do-algodoeiro. Descumprimento das regras pode comprometer a sanidade da próxima safra.


Publicado em: 31/07/2026 às 10:45hs

Vazio Sanitário do Algodão começa em 1º de agosto em São Paulo; produtores devem eliminar plantas para combater o bicudo

São Paulo inicia vazio sanitário do algodão para reduzir população do bicudo e proteger a próxima safra

A partir deste sábado, 1º de agosto, entra em vigor o Vazio Sanitário do Algodão no Estado de São Paulo. A medida, que permanece válida até 30 de setembro na maior parte do território paulista, tem como principal objetivo interromper o ciclo biológico do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), considerada a principal praga da cotonicultura brasileira.

Durante esse período, os produtores rurais devem manter as áreas de cultivo completamente livres de plantas vivas e resíduos da cultura, eliminando qualquer fonte de alimento e reprodução do inseto. A obrigatoriedade está prevista na Resolução SAA nº 30/2024, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

A iniciativa integra o Programa Nacional de Prevenção e Controle do Bicudo-do-Algodoeiro, instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e é considerada uma das principais ferramentas fitossanitárias para reduzir perdas econômicas na cultura.

Vazio sanitário é fundamental para controlar o bicudo-do-algodoeiro

O vazio sanitário consiste na eliminação total das plantas de algodão após a colheita, impedindo que o bicudo encontre alimento e abrigo durante a entressafra.

Para garantir a eficiência da medida, o produtor deve realizar a destruição completa das soqueiras e monitorar constantemente possíveis rebrotes da cultura, já que o algodoeiro possui características perenes que favorecem sua rebrota natural.

Sem plantas hospedeiras disponíveis, a população da praga tende a diminuir significativamente, reduzindo a pressão de infestação sobre a safra seguinte e diminuindo a necessidade de aplicações de inseticidas.

Bicudo-do-algodoeiro pode provocar grandes perdas de produtividade

O bicudo-do-algodoeiro é considerado uma das pragas mais destrutivas da cotonicultura mundial.

O inseto ataca principalmente as estruturas reprodutivas da planta, perfurando botões florais para alimentação e postura de ovos. Como consequência, ocorre a queda dessas estruturas, comprometendo o desenvolvimento da lavoura.

Durante a fase de frutificação, quando a população da praga normalmente aumenta, os ataques se concentram nas maçãs do algodoeiro, provocando danos às fibras e sementes, reduzindo significativamente a produtividade e a qualidade da produção.

Por esse motivo, o cumprimento do vazio sanitário é considerado essencial para manter a sanidade das áreas produtoras.

Cadastro das áreas cultivadas continua obrigatório

Além da eliminação das plantas durante o período de vazio sanitário, os cotonicultores paulistas devem cumprir outra exigência prevista na legislação estadual.

O cadastro das áreas de produção de algodão permanece obrigatório, devendo ser realizado pelo proprietário, arrendatário ou ocupante da área.

A data de plantio deverá ser informada em até 15 dias após o término da semeadura, permitindo o acompanhamento fitossanitário das lavouras pelos órgãos oficiais de defesa agropecuária.

Vazio sanitário do algodão terá calendário regionalizado em São Paulo

Assim como já ocorre com a cultura da soja, o Estado de São Paulo adotou um calendário regionalizado para o vazio sanitário do algodão.

Conforme estabelece a Resolução SAA nº 30/2024, 109 municípios paulistas seguirão um período diferenciado, compreendido entre 10 de setembro e 10 de novembro.

A regionalização leva em consideração as características climáticas e o calendário agrícola das diferentes regiões produtoras, permitindo maior eficiência no controle da praga sem comprometer o planejamento das lavouras.

Entre os municípios abrangidos pelo calendário diferenciado estão importantes polos agrícolas como Barretos, Bebedouro, Guaíra, Olímpia, São José do Rio Preto, Votuporanga, Fernandópolis, Jales, Monte Azul Paulista, Palestina, Riolândia, Santa Fé do Sul, Tanabi, Viradouro e dezenas de outras cidades do noroeste paulista.

Medida fortalece a defesa sanitária da cotonicultura

A adoção do vazio sanitário faz parte das estratégias de defesa vegetal voltadas à preservação da competitividade da cotonicultura brasileira.

Ao reduzir a sobrevivência do bicudo durante a entressafra, a medida contribui para diminuir os custos com controle químico, preservar a produtividade das lavouras e garantir maior sustentabilidade ao sistema produtivo.

A Secretaria de Agricultura reforça que o cumprimento das normas é fundamental para proteger toda a cadeia do algodão, evitando a disseminação da praga e assegurando melhores condições para a próxima safra no Estado de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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