Preços mínimos do extrativismo sobem até 106,45% em 2027; macaúba lidera reajustes
Novas referências do Sociobio Mais valem de janeiro a dezembro e incluem alta de 94,82% para a castanha-do-Brasil e de 66,67% para o pequi.
Publicado em: 06/11/2026 às 11:45hs
Os preços mínimos dos produtos extrativos contemplados pelo Sociobio Mais terão reajustes de até 106,45% em 2027. O maior aumento será aplicado à macaúba nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, conforme a Portaria nº 965, de 3 de novembro de 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Publicada no Diário Oficial da União em 4 de novembro, a medida estabelece as referências para os 17 produtos atendidos pelo programa, com vigência de janeiro a dezembro de 2027. Os valores foram calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e consideram diferenças regionais de procedência.
Os preços mínimos servem de parâmetro para o apoio à comercialização. Quando o extrativista comprova uma venda abaixo da referência oficial, pode receber uma compensação financeira por meio da Subvenção Direta ao Produtor Extrativista (SDPE).
Macaúba, castanha-do-Brasil e pequi têm os maiores aumentos
Além da valorização de 106,45% da macaúba no Centro-Oeste e no Sudeste, a atualização prevê reajuste de 94,82% para a castanha-do-Brasil na região Norte e em Mato Grosso.
O preço mínimo do pequi aumentará 66,67% em todas as regiões produtoras. Para a piaçava da região Norte, a alta será de 58,24%.
A macaúba também terá correção nas regiões Norte e Nordeste, mas em percentual diferente: 19,30%. A distinção evidencia a regionalização adotada na definição dos valores.
Borracha natural, pinhão e pirarucu também recebem reajustes
A borracha natural terá aumento de 39,32%. No caso do pinhão, a correção será de 33,69% na região Sul e de 31,53% em Minas Gerais e São Paulo.
Outros produtos contemplados terão os seguintes reajustes:
- Pirarucu de manejo: 32,77%;
- Babaçu: 30,71%;
- Andiroba: 24,13%;
- Murumuru: 21,85%;
- Juçara na região Sul: 12,41%;
- Baru: 9,52%;
- Umbu: 8,82%.
Para a mangaba, o aumento será de 6,80% no Nordeste e de 5,15% nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Parte das referências permanece sem alteração
A portaria mantém os preços mínimos de 2026 para cinco produtos, considerando suas respectivas áreas de abrangência: açaí, buriti na região Norte, cacau no Acre, Amazonas, Amapá e Pará, juçara no Sudeste e piaçava na Bahia.
Assim, um mesmo produto pode apresentar reajuste em determinada região e estabilidade em outra, como ocorre com a juçara e a piaçava.
A piaçava também passa a ter referências separadas para as regiões Norte e Nordeste. A relação completa, com valores por produto, unidade de comercialização e localização, consta na Portaria Mapa nº 965.
Como funciona o apoio financeiro ao extrativista
A Conab operacionaliza o apoio à comercialização por meio da Subvenção Direta ao Produtor Extrativista. O mecanismo prevê o pagamento de um bônus quando o produtor comprova que vendeu sua produção por valor inferior ao preço mínimo estabelecido pelo governo federal.
A atualização das referências, portanto, não representa um pagamento automático. A compensação está vinculada à comprovação da comercialização abaixo do parâmetro oficial e às condições do programa.
Sociobio Mais conecta geração de renda e conservação dos biomas
O Programa de Valorização da Sociobiodiversidade e do Extrativismo busca apoiar a renda das populações que dependem dos recursos naturais para sua reprodução econômica, social e cultural.
A iniciativa também tem entre seus objetivos incentivar a conservação dos biomas nativos, contribuir para a redução do desmatamento e minimizar os efeitos das mudanças climáticas.
Com as referências de 2027, o programa atualiza os parâmetros de apoio às cadeias extrativistas, considerando os produtos e as regiões abrangidos pela política de preços mínimos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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