Publicado em: 17/06/2026 às 18:00hs
O Paraná voltou a se destacar no cenário agrícola nacional com o avanço das estimativas de produção divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao mês de maio, o Estado registrou acréscimo de 261,1 mil toneladas em relação à projeção anterior, consolidando-se entre os principais responsáveis pela expansão da safra brasileira em 2026.
O desempenho coloca o Paraná na terceira posição entre os estados com maior crescimento mensal da produção agrícola, atrás apenas de Mato Grosso, que ampliou sua estimativa em 819,1 mil toneladas, e Mato Grosso do Sul, com avanço de 525,3 mil toneladas. O resultado paranaense supera os incrementos observados em Minas Gerais, Tocantins e Alagoas.
Com os novos números, o Paraná mantém a condição de segundo maior produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondendo por 13,6% da produção brasileira. Mato Grosso segue na liderança, com participação de 31% do total nacional. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (5,5%).
A projeção do IBGE aponta que o Brasil deverá colher 350,4 milhões de toneladas de grãos na safra atual, estabelecendo um dos maiores volumes já registrados pelo levantamento.
A soja permanece como carro-chefe da agricultura paranaense. O Estado deverá produzir cerca de 22 milhões de toneladas da oleaginosa, mantendo a segunda maior produção do País.
Apesar de pequenos ajustes em relação ao levantamento anterior, o volume previsto representa crescimento de 2,7% na comparação com a safra de 2025. No cenário nacional, a produção de soja foi revisada para 174,6 milhões de toneladas, novo recorde histórico e aumento de 0,3% frente à estimativa divulgada em abril.
O resultado reforça a importância da cultura para o agronegócio brasileiro e para a geração de renda nas regiões produtoras do Paraná.
Outro destaque da safra paranaense é o milho de segunda safra. O Estado permanece como o segundo maior produtor nacional da cultura, com estimativa de 17,5 milhões de toneladas, volume equivalente a 16% da produção brasileira.
A projeção representa crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 79% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento.
A área cultivada alcança 2,9 milhões de hectares, configurando um novo recorde para a cultura no Paraná e reforçando as expectativas de uma colheita robusta.
As culturas de inverno também contribuíram para o desempenho positivo das estimativas agrícolas.
A produção brasileira de aveia em grão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, com avanço de 0,7% frente ao levantamento anterior. O Paraná deverá produzir 256,5 mil toneladas, volume 2,7% superior ao registrado em abril. O Rio Grande do Sul permanece como principal produtor nacional, com 922,3 mil toneladas.
Na cevada, a projeção nacional alcançou 678,7 mil toneladas, aumento de 1,8% no comparativo mensal. Líder absoluto na produção do cereal, o Paraná deverá responder por 552,6 mil toneladas, registrando crescimento de 2,2% sobre a estimativa anterior e expansão de 12,1% em relação ao volume colhido em 2025.
No recorte regional, o Centro-Oeste continua concentrando a maior parcela da produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, com 175,9 milhões de toneladas, equivalentes a 50,2% do total nacional.
A Região Sul ocupa a segunda posição, com produção estimada em 92,4 milhões de toneladas e participação de 26,4%. Em seguida aparecem Sudeste (30,8 milhões de toneladas), Nordeste (29,8 milhões) e Norte (21,5 milhões).
Entre todas as regiões brasileiras, o Sul apresentou um dos prognósticos mais favoráveis na atualização de maio, confirmando o papel estratégico de estados como o Paraná para o crescimento da produção agrícola nacional.
Os números divulgados pelo IBGE evidenciam a força do Paraná no agronegócio nacional. Com crescimento consistente nas culturas de soja, milho, aveia e cevada, o Estado amplia sua contribuição para a produção de alimentos, fortalece a competitividade do setor e consolida sua posição entre os principais polos agrícolas do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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