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Suíno

Preço do suíno vivo sobe no Brasil com negócios aquecidos e exportações em alta

Média nacional chega a R$ 5,87 por quilo, enquanto volume diário exportado cresce 18,5% na parcial de outubro; consumo doméstico limita reajustes no atacado.


Publicado em: 23/10/2026 às 16:00hs

Preço do suíno vivo sobe no Brasil com negócios aquecidos e exportações em alta

O preço do suíno vivo avançou no Brasil ao longo da semana, sustentado pela boa fluidez das negociações e pelo equilíbrio entre a oferta de animais e a demanda dos frigoríficos. Segundo levantamento de Safras & Mercado, a média nacional passou de R$ 5,79 para R$ 5,87 por quilo, alta de aproximadamente 1,4%.

As exportações também contribuem para reduzir a disponibilidade de carne suína no mercado interno. Nos primeiros 11 dias úteis de outubro, o volume médio diário embarcado cresceu 18,5% em relação a outubro de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No atacado, entretanto, os reajustes perderam intensidade. O comportamento do consumo, especialmente na segunda quinzena do mês, permanece entre os principais fatores acompanhados pelo setor.

Oferta equilibrada sustenta preço do suíno vivo

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, a facilidade de escoamento dos animais e a oferta ajustada às necessidades da indústria dão sustentação às cotações.

No mercado de carne, o cenário é de estabilidade a pequenas altas. A menor disponibilidade de recursos das famílias pode limitar o ritmo das vendas até o fim do mês, reduzindo o espaço para novos reajustes.

Ainda assim, Maia destaca que os cortes suínos mantêm preços competitivos, principalmente em relação à carne bovina, mesmo após as valorizações recentes.

Carne suína tem reajustes moderados no atacado

A média dos cortes de carcaça acompanhados por Safras & Mercado passou de R$ 9,99 para R$ 10,03 por quilo, avanço de aproximadamente 0,4% na semana.

O pernil permaneceu em R$ 10,86 por quilo, mostrando que a valorização não ocorre de maneira uniforme entre os produtos.

O desempenho indica maior sustentação no mercado de animais vivos, enquanto o atacado depende da capacidade de absorção dos reajustes pelos compradores.

São Paulo e Goiás registram valorização

Em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 126,00 para R$ 130,00, aumento de aproximadamente 3,2%.

Em Goiânia (GO), o quilo vivo passou de R$ 6,30 para R$ 6,60, valorização de cerca de 4,8%.

No interior de Minas Gerais, as referências permaneceram em R$ 7,00 por quilo. No mercado independente mineiro, a cotação também ficou estável, em R$ 7,20 por quilo.

Mercado livre avança no Sul, enquanto integração mantém preços

Nos estados do Sul, as referências do mercado livre apresentaram altas, enquanto os valores da integração permaneceram estáveis:

  • Rio Grande do Sul: no interior, o quilo vivo passou de R$ 5,90 para R$ 5,95; na integração, seguiu em R$ 4,90.
  • Santa Catarina: a cotação no interior avançou de R$ 5,95 para R$ 6,00; na integração, permaneceu em R$ 4,75.
  • Paraná: o mercado livre registrou aumento de R$ 5,85 para R$ 6,00 por quilo; na integração, a referência continuou em R$ 5,10.

As modalidades possuem condições comerciais distintas, o que deve ser considerado na comparação dos valores.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também têm altas

Em Campo Grande (MS), o preço do suíno vivo avançou de R$ 5,85 para R$ 5,90 por quilo. Na integração sul-mato-grossense, permaneceu em R$ 4,75.

Em Rondonópolis (MT), a referência passou de R$ 6,05 para R$ 6,10 por quilo. Na integração de Mato Grosso, o valor continuou em R$ 4,75.

Exportações de carne suína crescem em volume diário

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram 74,415 mil toneladas nos primeiros 11 dias úteis de outubro, gerando receita de US$ 168,675 milhões.

A média diária foi de 6,765 mil toneladas, com faturamento de US$ 15,334 milhões por dia útil. O preço médio ficou em US$ 2.266,70 por tonelada.

Na comparação com outubro de 2025, os dados da Secex mostram:

  • Alta de 18,5% no volume médio diário exportado;
  • Crescimento de 5,3% na receita média diária;
  • Queda de 11,1% no preço médio por tonelada.

O avanço dos embarques ajuda a enxugar a oferta doméstica, embora a redução do preço médio internacional limite o crescimento da receita.

Para as próximas negociações, o setor acompanha a continuidade das exportações e a resposta do consumidor brasileiro. A oferta equilibrada sustenta o suíno vivo, mas o ritmo de vendas da carne será determinante para novos reajustes no atacado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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