Preço do suíno vivo sobe e poder de compra do produtor paulista se recupera em outubro
Após três meses de queda, relação de troca melhora com valorização dos animais, recuo do milho e alta menos intensa do farelo de soja, aponta Cepea
Publicado em: 15/10/2026 às 11:15hs
O poder de compra dos suinocultores paulistas apresenta recuperação na parcial de outubro, interrompendo uma sequência de três meses de queda. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a melhora resulta da valorização do suíno vivo em ritmo superior ao do farelo de soja, combinada à redução dos preços do milho.
O movimento torna mais favorável a relação entre o valor recebido pelos animais e os preços desses ingredientes da alimentação. No mercado de suínos, o aumento da demanda pela carne e os ajustes no peso dos animais comercializados contribuem para sustentar as cotações.
Demanda por carne suína estimula compras da indústria
De acordo com pesquisadores do Cepea, agentes do setor relatam crescimento da procura das famílias pela carne suína. Esse consumo tem estimulado os frigoríficos a buscar novos lotes de animais para abate.
A maior demanda industrial contribui para a valorização do suíno vivo, favorecendo a recuperação do poder de compra dos produtores nesta parcial do mês.
Redução do peso dos animais ajuda a ajustar a oferta
A estratégia adotada pelos suinocultores para enfrentar a sobreoferta também influencia o mercado. Conforme o Cepea vem acompanhando nas últimas semanas, produtores têm buscado reduzir o peso médio dos animais comercializados.
O objetivo é diminuir a quantidade de carne produzida por cabeça e adequar a oferta às condições de demanda. Segundo o centro de pesquisas, esse esforço tem ajudado a fortalecer os preços do suíno vivo desde setembro.
Milho mais barato contribui para melhorar a relação de troca
Do lado dos insumos, a queda do milho reforça a recuperação do poder de compra. Embora o farelo de soja tenha registrado valorização, o avanço foi menos intenso que o observado para o suíno vivo.
A combinação entre animais mais valorizados e comportamento mais favorável dos ingredientes da ração melhora a relação de troca do suinocultor paulista. A evolução desse quadro dependerá da continuidade da demanda por carne suína, dos ajustes na oferta de animais e dos preços dos insumos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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