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Suíno

Brasil busca ampliar exportações de carne suína ao Japão, mercado que movimentou US$ 1,27 bilhão em 2026

Setor trabalha para habilitar novos estados exportadores além de Santa Catarina; país asiático já é o segundo maior destino das carnes de frango e suína e dos ovos brasileiros


Publicado em: 17/09/2026 às 11:25hs

Brasil busca ampliar exportações de carne suína ao Japão, mercado que movimentou US$ 1,27 bilhão em 2026

O Brasil intensificou as articulações para ampliar as exportações de carne suína ao Japão, um dos mercados mais tradicionais e exigentes para a proteína animal brasileira. A estratégia envolve o fortalecimento das relações comerciais com importadores japoneses e o avanço das negociações sanitárias para habilitar estados além de Santa Catarina.

Como parte desse movimento, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoveu uma ação gastronômica com importadores e representantes do mercado japonês na noite de quarta-feira (16), em Tóquio.

Realizado em uma unidade da rede brasileira de churrascarias Barbacoa, o encontro apresentou cortes e pratos preparados com carnes de frango e suína produzidas no Brasil.

Brasil quer habilitar novos estados para exportar carne suína

Atualmente, Santa Catarina é o único estado brasileiro autorizado a exportar carne suína ao Japão. A ampliação das vendas depende do reconhecimento japonês de outras unidades da Federação como livres de febre aftosa sem vacinação.

Esse status sanitário já foi concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), mas ainda precisa ser reconhecido pelas autoridades do Japão para que frigoríficos instalados fora de Santa Catarina possam acessar o mercado.

A habilitação de novos estados permitiria diversificar a origem da carne suína embarcada, ampliar a disponibilidade de produto e aumentar a participação brasileira em um dos principais mercados importadores do mundo.

Japão importou 451,9 mil toneladas de proteínas brasileiras

O Japão ocupa a segunda posição entre os destinos das exportações brasileiras de carne de frango, carne suína e ovos em 2026.

Entre janeiro e agosto, o mercado japonês importou 451,9 mil toneladas dessas proteínas, gerando receita de US$ 1,268 bilhão para o Brasil.

A carne de frango respondeu pela maior parcela dos embarques, com 322,2 mil toneladas. As exportações de carne suína somaram 127,2 mil toneladas, enquanto os embarques de ovos alcançaram 2,5 mil toneladas.

Os números demonstram a importância do Japão para a cadeia brasileira de proteína animal e o potencial de crescimento das vendas de carne suína caso novos estados sejam autorizados a exportar.

Encontro aproxima exportadores e importadores japoneses

A ação realizada em Tóquio reuniu representantes das empresas brasileiras exportadoras, importadores japoneses e autoridades dos dois países.

Participaram do evento o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura e Pecuária, Augusto Billi, além de integrantes da Embaixada do Brasil em Tóquio.

O encontro teve como objetivo aproximar os agentes comerciais, apresentar produtos brasileiros e discutir oportunidades para ampliar o fluxo de proteínas animais ao mercado japonês.

Relação comercial supera três décadas

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que o comércio de proteínas entre Brasil e Japão possui mais de 30 anos e está apoiado em critérios de qualidade, segurança sanitária e regularidade no fornecimento.

“Foi uma ótima oportunidade de integração entre os principais importadores de produtos brasileiros com as empresas e os entes brasileiros. A relação entre os dois países é marcada pela tradição, seja em relação aos laços culturais, seja no comércio”, afirma.

Segundo Santin, a permanência do Brasil no mercado japonês reforça a capacidade do setor de atender exigências relacionadas à qualidade, sanidade, confiabilidade de oferta e customização dos produtos.

Habilitação pode diversificar exportações da suinocultura

A ampliação do acesso ao Japão representa uma oportunidade estratégica para a suinocultura brasileira. Com mais estados habilitados, o setor poderá aumentar a oferta ao mercado japonês e reduzir a concentração dos embarques em uma única origem.

O avanço também pode contribuir para diversificar os destinos da carne suína, ampliar a concorrência entre compradores e fortalecer a inserção do Brasil em mercados de maior valor agregado.

A concretização desse potencial, entretanto, dependerá da conclusão das negociações sanitárias e do reconhecimento, pelas autoridades japonesas, das novas áreas brasileiras livres de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: Portal do Agronegócio

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