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Saúde Animal

Controle de parasitas no inverno reduz perdas na pecuária e aumenta produtividade dos rebanhos

Manejo sanitário estratégico em julho fortalece a saúde animal, combate carrapatos e vermes e contribui para maior eficiência econômica na produção pecuária brasileira.


Publicado em: 29/07/2026 às 14:00hs

Controle de parasitas no inverno reduz perdas na pecuária e aumenta produtividade dos rebanhos

O inverno representa um período estratégico para o controle de parasitas na pecuária brasileira. Com a adoção de um calendário sanitário adequado, produtores conseguem reduzir a presença de vermes, carrapatos, bernes e outros agentes que comprometem o desempenho dos animais, provocam perdas econômicas e afetam o bem-estar dos rebanhos.

Segundo a Embrapa, os principais ecto e endoparasitas são responsáveis por prejuízos superiores a US$ 18 bilhões por ano à pecuária brasileira, impactando diretamente a produção de carne, leite e a rentabilidade das propriedades.

Nesse cenário, os endectocidas, medicamentos utilizados no controle simultâneo de parasitas internos e externos, ganham importância como ferramenta de prevenção e manejo estratégico durante o período de estiagem.

Inverno é momento ideal para reforçar o controle parasitário

Durante o período mais seco do ano, as condições ambientais são menos favoráveis ao desenvolvimento de grande parte dos parasitas, o que torna o inverno uma janela importante para reduzir a carga parasitária antes da chegada das chuvas.

O tratamento realizado de forma planejada permite preparar os animais para períodos de maior desafio sanitário, quando fatores como umidade e temperatura favorecem a multiplicação dos agentes causadores de doenças.

De acordo com especialistas, a combinação entre prevenção, acompanhamento veterinário e uso correto dos medicamentos é fundamental para garantir melhores resultados produtivos.

Carrapato-do-boi continua como um dos principais desafios da pecuária

Entre os principais problemas sanitários enfrentados pelos pecuaristas está o carrapato-do-boi, um dos parasitas de maior impacto na bovinocultura brasileira.

Além de causar irritação, perda de sangue e queda no desempenho dos animais, o carrapato pode transmitir a tristeza parasitária bovina, doença que compromete a saúde do rebanho e pode gerar prejuízos significativos.

A infestação elevada está associada a:

  • redução do ganho de peso;
  • menor produção de leite;
  • pior condição corporal dos animais;
  • aumento dos custos de tratamento;
  • maior risco sanitário dentro da propriedade.

Por isso, o controle preventivo é considerado uma das estratégias mais eficientes para evitar perdas.

Manejo correto evita resistência e aumenta eficiência dos tratamentos

Segundo Luiz Monteiro, diretor Técnico do Sindan, o controle parasitário deve fazer parte da rotina sanitária das propriedades e seguir um planejamento definido.

O especialista destaca que a integração entre tratamentos realizados no período seco e na época das chuvas contribui para reduzir a pressão dos parasitas sobre o rebanho.

“O tratamento durante o período de estiagem reduz a carga parasitária em um momento em que o ambiente é menos favorável para os parasitas. Quando realizado de forma estratégica e com orientação técnica, melhora o desempenho dos animais, reduz perdas e contribui para uma produção mais eficiente e sustentável”, afirma.

Monteiro também ressalta a importância do uso responsável dos endectocidas, com rotação de princípios ativos e acompanhamento profissional para preservar a eficácia dos medicamentos.

Saúde animal impacta diretamente produtividade e rentabilidade

Além do controle de doenças, a prevenção parasitária tem relação direta com o bem-estar animal.

Animais protegidos apresentam melhores condições corporais, menor nível de estresse e maior capacidade de expressar seu potencial produtivo.

A escolha do tratamento deve considerar fatores como:

  • espécie e categoria animal;
  • sistema de produção;
  • histórico de infestação;
  • produtos utilizados anteriormente;
  • orientação do médico-veterinário.

O manejo adequado evita tratamentos inadequados e aumenta a eficiência do investimento realizado pelo produtor.

Controle parasitário também é essencial para cães e gatos

A prevenção contra parasitas não se limita aos animais de produção.

Cães e gatos também podem sofrer com pulgas, carrapatos e vermes, que provocam problemas dermatológicos, anemia, desconforto e redução da qualidade de vida.

Além disso, alguns parasitas possuem potencial de transmissão de doenças para outros animais e seres humanos, tornando o controle uma medida importante para a saúde pública.

Calendário sanitário fortalece produção pecuária sustentável

O mês de julho é considerado um período estratégico para reforçar as ações de conscientização sobre o manejo sanitário.

Para Luiz Monteiro, o calendário sanitário funciona como uma ferramenta de orientação para que produtores adotem medidas preventivas no momento mais adequado.

“O ambiente durante a estiagem é menos favorável para a maioria dos parasitas. A redução da carga parasitária nesse período prepara os animais para a entrada da estação chuvosa, quando as condições favorecem novamente a multiplicação desses agentes”, explica.

Com planejamento, uso responsável de medicamentos e acompanhamento técnico, o controle parasitário se transforma em uma ferramenta de produtividade, proteção sanitária e sustentabilidade para a pecuária brasileira.

No cenário atual, em que eficiência e redução de custos são fundamentais para a competitividade do setor, cuidar da saúde dos animais representa um dos principais investimentos para garantir melhores resultados no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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