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Bovinos Leite

Produção de leite: manejo e avaliação econômica orientam o uso da somatotropina bovina

Nutrição, conforto e sanidade são fundamentais para o desempenho das vacas; tecnologia pode integrar a estratégia da fazenda após avaliação individual do rebanho


Publicado em: 29/09/2026 às 08:00hs

Produção de leite: manejo e avaliação econômica orientam o uso da somatotropina bovina

Aumentar a produção de leite exige decisões que considerem toda a lactação, da alimentação ao controle dos custos. Entre as ferramentas disponíveis está a somatotropina bovina recombinante (rBST), mas seu uso precisa ser planejado conforme a condição dos animais e a capacidade de manejo da propriedade.

Rafael Silva, gerente de mercado de Gado de Leite da MSD Saúde Animal, afirma que a tecnologia deve fazer parte de uma estratégia mais ampla. Segundo ele, nutrição adequada, conforto, sanidade, reprodução e acompanhamento dos indicadores da fazenda influenciam o resultado obtido.

Cuidados na transição vêm antes da decisão de uso

O período próximo ao parto exige atenção especial. Na fase de transição, que abrange aproximadamente 20 dias antes e 20 dias depois do nascimento do bezerro, a vaca passa por mudanças metabólicas que demandam acompanhamento nutricional e sanitário.

Mais adiante na lactação, a rBST pode ser considerada para animais aptos ao tratamento. O Lactotropin®, citado pela MSD Saúde Animal, é indicado em bula para vacas e búfalas leiteiras sadias e adequadamente nutridas, a partir da nona semana após o parto. A bula prevê aplicações a cada 14 dias e interrupção 14 dias antes da secagem planejada. A indicação para cada animal deve seguir a orientação do médico-veterinário responsável. somatotropina bovina recombinante)

Silva afirma que levantamentos associados ao uso do produto apontam ganhos estimados de 3 a 7 litros de leite por animal ao dia em condições adequadas de manejo. O resultado, porém, deve ser avaliado na realidade de cada rebanho, juntamente com o custo do tratamento, a alimentação necessária e a receita adicional obtida com o leite.

Gestão da fazenda define a viabilidade

Para o especialista, o porte da propriedade, isoladamente, não determina se a tecnologia é adequada. Uma fazenda menor que monitora seus animais, organiza a dieta e controla despesas pode ter condições de avaliar seu uso. Da mesma forma, uma operação maior precisa verificar a resposta produtiva e o retorno econômico.

O calendário reprodutivo também entra nessa conta: ele influencia a quantidade de vacas em cada fase da lactação e o planejamento de mão de obra, alimentos e cuidados sanitários. Já o conforto térmico ajuda a preservar o bem-estar e o desempenho do rebanho.

A decisão sobre a rBST, portanto, deve partir dos dados da propriedade e da avaliação veterinária. Integrada ao manejo, ela pode ser uma ferramenta de eficiência; a rentabilidade depende da resposta dos animais e do controle dos custos de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

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