Publicado em: 17/03/2026 às 12:40hs
O custo alimentar do confinamento bovino brasileiro apresentou movimentos divergentes entre as principais regiões produtoras em fevereiro de 2026, segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), calculado com base em dados reais de confinamentos monitorados por tecnologias da empresa.
No Centro-Oeste, o ICAP fechou o mês em R$ 11,82 por cabeça/dia, registrando queda de 6,04% frente a janeiro e estabelecendo o menor valor já observado para fevereiro na série histórica. Na comparação anual, a redução foi ainda mais significativa: 14,04% em relação a fevereiro de 2025, evidenciando maior eficiência na alimentação.
No Sudeste, o ICAP alcançou R$ 12,65 por cabeça/dia, com alta de 2,76% frente a janeiro. Em relação ao mesmo mês de 2025, o custo manteve-se praticamente estável, com leve aumento de 0,16%. A diferença entre as regiões voltou a se ampliar após ter atingido, em janeiro, o menor spread histórico.

Centro-Oeste
Na análise trimestral (dezembro/2025 a fevereiro/2026), os custos dos insumos no Centro-Oeste apresentaram tendência baixista:
A diminuição dos custos contribuiu diretamente para a redução do ICAP e maior eficiência alimentar.
Sudeste
No Sudeste, o movimento foi oposto, com valorização nos insumos:
Essa dinâmica elevou o custo médio da alimentação no Sudeste, ampliando novamente o spread regional.
A combinação entre preços da arroba e custos alimentares manteve a rentabilidade em patamares elevados. Com base em dados médios de confinamentos monitorados pela Ponta:
No mercado de exportação, com as cotações do boi China, as margens podem superar R$ 1.090 por animal nas duas regiões.
Um dos destaques de fevereiro foi a relação de troca entre a arroba do boi gordo e o custo alimentar diário, indicando maior eficiência na produção:
O resultado é recorde na série histórica para o Centro-Oeste desde 2024, quando o ICAP começou a ser medido. Na prática, um confinador precisa de pouco mais de quatro arrobas para cobrir toda a alimentação de um ciclo médio, contra mais de oito arrobas em fevereiro de 2024.
Atualmente, a alimentação representa cerca de 53% da produção do animal, liberando maior parte da arroba produzida para outros custos operacionais e lucro.
O ICAP é calculado a partir de informações de confinamentos monitorados por tecnologias da Ponta, incluindo o ecossistema TGC, sistema de gestão amplamente utilizado no Brasil. A base consolida milhões de diárias de alimentação de bovinos, permitindo acompanhamento mensal do custo alimentar e análise da margem de confinamentos.
O indicador é uma ferramenta estratégica para planejamento de compras de insumos, avaliação de viabilidade e gestão de rentabilidade da atividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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