Boi gordo mantém arroba a R$ 395 em São Paulo; oferta restrita sustenta preços no Brasil
Escalas de abate entre cinco e seis dias úteis preservam espaço para reajustes; entrada dos salários e consumo de fim de ano podem favorecer demanda por carne bovina
Publicado em: 06/11/2026 às 16:30hs
O mercado do boi gordo manteve preços firmes ao longo da semana, com melhora no ritmo dos negócios e oferta limitada de animais prontos para abate em alguns estados. Em São Paulo, a referência a prazo permaneceu em R$ 395 por arroba no levantamento de 5 de novembro, segundo Safras & Mercado.
De acordo com o analista Fernando Iglesias, as escalas dos frigoríficos ficaram, em geral, entre cinco e seis dias úteis. A dificuldade de ampliar a programação de abates mantém o potencial de novos reajustes da arroba no curto prazo.
Arroba avança em Uberaba e Cuiabá
Embora a estabilidade tenha predominado nas praças acompanhadas, Minas Gerais e Mato Grosso registraram valorização em relação ao fechamento da semana anterior.
Em Uberaba (MG), a arroba passou de R$ 380 para R$ 385, acréscimo de R$ 5. Em Cuiabá (MT), avançou de R$ 365 para R$ 370, também com aumento de R$ 5.
As referências do boi gordo, na modalidade a prazo, em 5 de novembro eram:
- São Paulo (capital): R$ 395 por arroba, estável;
- Goiânia (GO): R$ 375 por arroba, sem alteração;
- Uberaba (MG): R$ 385 por arroba, ante R$ 380 na semana anterior;
- Dourados (MS): R$ 380 por arroba, estável;
- Cuiabá (MT): R$ 370 por arroba, ante R$ 365 anteriormente;
- Vilhena (RO): R$ 368 por arroba, sem mudança.
Consumo doméstico pode sustentar mercado no último bimestre
A entrada dos salários na economia e a sazonalidade de consumo do último bimestre oferecem suporte à demanda doméstica por carne bovina, avalia Iglesias.
No mercado externo, o comportamento da China continua sendo acompanhado pelos agentes. Segundo o analista, a gestão da cota de importação pode limitar uma postura mais agressiva dos compradores chineses.
A combinação entre demanda interna, compras externas e disponibilidade de animais terminados seguirá determinante para o ritmo das negociações entre pecuaristas e frigoríficos.
Carne bovina mantém preços estáveis no atacado
No atacado, os cortes bovinos permaneceram estáveis durante a semana. Conforme Iglesias, a maior competitividade das carnes de frango e suína integra o cenário de concorrência pelo consumo.
O quarto traseiro bovino foi cotado a R$ 29,50 por quilo, enquanto o quarto dianteiro ficou em R$ 22,50 por quilo.
Para os próximos dias, o mercado acompanha se a melhora esperada no consumo será suficiente para estimular a reposição de carne, enquanto a oferta restrita de bovinos continua sustentando a firmeza da arroba.
Fonte: Portal do Agronegócio
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