Publicado em: 15/05/2026 às 17:00hs
O mercado brasileiro de frango vivo segue operando com preços firmes e perspectiva de novos reajustes nas próximas semanas, sustentado por um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda. Apesar do ambiente positivo no curto prazo, o setor avícola ainda convive com importantes fatores de risco no mercado internacional, incluindo os impactos da guerra no Oriente Médio, casos de Influenza Aviária na América do Sul e novas restrições impostas pela Europa às importações de produtos de origem animal do Brasil.
Segundo análise da Safras & Mercado, a estratégia de redução nos alojamentos de pintainhos de corte continua sendo considerada essencial para manter a sustentação dos preços e evitar excesso de oferta nos próximos meses.
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, os preços do frango vivo avançaram em importantes praças de comercialização do país.
Em São Paulo, o quilo do frango vivo subiu de R$ 4,90 para R$ 5,20. Em Minas Gerais, a cotação também alcançou R$ 5,20/kg.
Outras regiões também registraram valorização:
Já nas regiões integradas do Sul, os preços permaneceram estáveis:
No Nordeste e Norte, as cotações também seguiram firmes:
No mercado atacadista paulista, os preços dos cortes congelados permaneceram estáveis durante a semana.
Os valores registrados foram:
Nos cortes resfriados, o comportamento também foi de estabilidade:
Segundo Iglesias, o ambiente de negócios vem apresentando sinais de maior equilíbrio, especialmente diante da expectativa de redução nos alojamentos de aves nos próximos meses.
Apesar da recuperação do mercado interno, o setor avícola brasileiro ainda acompanha com atenção fatores externos que podem impactar as exportações.
A Influenza Aviária permanece como um dos principais pontos de atenção, exigindo monitoramento constante e reforço dos protocolos sanitários.
Além disso, a guerra no Oriente Médio continua elevando os custos logísticos das exportações brasileiras. Embora o conflito ainda não tenha provocado redução significativa nos volumes embarcados, as operações estão mais caras devido ao aumento dos fretes marítimos e às dificuldades operacionais na região.
Outro fator de preocupação é a decisão da Europa de suspender, a partir de 3 de setembro, a compra de produtos brasileiros de origem animal. Mesmo assim, o mercado avalia que a medida pode ser revertida futuramente, considerando o déficit de proteínas animais enfrentado pelo continente europeu.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram forte avanço nas exportações brasileiras de carne de aves nos primeiros dias úteis de maio.
O Brasil exportou 149,825 mil toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O faturamento somou US$ 278,296 milhões, com média diária de US$ 55,659 milhões.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 1.857,5.
Na comparação com maio de 2025, os resultados mostram forte crescimento:
O desempenho reforça a competitividade da proteína avícola brasileira no mercado internacional, mesmo diante dos desafios geopolíticos e sanitários que seguem pressionando o setor globalmente.
Fonte: Portal do Agronegócio
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