Soja alcança 156,13 sacas por hectare em Santa Catarina; consultor explica o manejo da lavoura
Resultado obtido em área de sequeiro em Major Vieira venceu o Desafio CESB 2025/26; planejamento, manejo do solo e monitoramento de doenças e pragas estiveram entre as estratégias adotadas
Publicado em: 29/09/2026 às 13:30hs
Uma lavoura da Agrícola Lourival Ruthes, em Major Vieira (SC), registrou 156,13 sacas de soja por hectare no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 2025/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). O resultado garantiu ao produtor Lourival Ruthes e ao consultor Daicon Godeski Moreira os títulos da região Sul na categoria Sequeiro e de grandes campeões nacionais.
Segundo Moreira, a produtividade foi resultado de decisões tomadas desde o planejamento da área até o acompanhamento da cultura no campo. Entre os pontos destacados por ele estão a escolha da cultivar, o manejo do solo, o posicionamento dos insumos e o monitoramento frequente da lavoura.
Altitude exigiu atenção ao manejo de doenças da soja
Em áreas de maior altitude, os períodos prolongados de molhamento das folhas podem favorecer doenças fúngicas. Para a lavoura de Major Vieira, Moreira recomendou um programa de fungicidas considerando a suscetibilidade da cultivar, a época de semeadura, o histórico da área, as condições ambientais e os resultados de pesquisas sobre a eficiência dos produtos.
A estratégia buscou reduzir o risco de doenças como ferrugem-asiática, mofo-branco e mancha púrpura. No controle de pragas, o consultor afirma que as aplicações foram definidas a partir da identificação das espécies presentes, do tamanho de suas populações e do momento adequado para intervir.
Construção da fertilidade do solo integrou a estratégia
Moreira também atribui parte do desempenho às condições do solo. Segundo ele, o trabalho incluiu a correção da compactação em profundidade, o equilíbrio de nutrientes e a construção gradual da fertilidade ao longo dos anos. Essas medidas, associadas ao acompanhamento da lavoura, favoreceram o desenvolvimento das raízes e o aproveitamento de água e nutrientes.
Para o consultor, o resultado do Desafio CESB reforça a importância de adaptar as decisões técnicas ao histórico e às condições de cada área. A marca de 156,13 sacas por hectare representa o desempenho da lavoura inscrita na competição e não uma produtividade esperada para todas as propriedades que adotem práticas semelhantes.
A inscrição de Ruthes e Moreira no desafio foi feita pela ICL, patrocinadora do CESB há mais de 11 anos. João Pascoalino, gerente de serviços digitais da empresa, afirma que a participação permite acompanhar o desempenho de tecnologias em áreas de alta produtividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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