México reconhece regionalização para Newcastle e preserva embarques de outras áreas do Brasil
Segundo a ABPA, decisão permite restringir as limitações comerciais a Santa Catarina, mantendo exportações de origens habilitadas conforme o acordo bilateral
Publicado em: 03/11/2026 às 11:35hs
O México reconheceu a regionalização sanitária para a Doença de Newcastle, medida que permite delimitar as restrições comerciais ao estado de Santa Catarina e preservar os embarques de outras origens brasileiras habilitadas. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o reconhecimento ocorreu 12 dias após o registro do primeiro foco reportado.
A decisão reduz a abrangência das limitações no comércio bilateral, respeitando as condições sanitárias acordadas entre os dois países. Para a entidade, o avanço reforça a confiança na capacidade brasileira de vigilância, contenção e controle da doença.
Regionalização reduz alcance das restrições comerciais
O reconhecimento da regionalização permite diferenciar as áreas afetadas por uma ocorrência sanitária das demais regiões autorizadas a exportar.
No caso relatado pela ABPA, as restrições ficam concentradas em Santa Catarina, enquanto outras origens habilitadas podem manter os embarques ao mercado mexicano, conforme os requisitos estabelecidos no acordo.
A medida ajuda a preservar os fluxos comerciais e a reduzir os efeitos da ocorrência sanitária sobre as operações de exportação.
Negociação mobilizou governo e setor produtivo
Segundo a ABPA, o resultado foi construído por meio de trabalho técnico e negociação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério das Relações Exteriores, da Embaixada do Brasil e da Adidância Agrícola no México.
A atuação ocorreu em articulação com o setor produtivo brasileiro e em diálogo com as autoridades mexicanas.
A entidade destacou o empenho das equipes para estabelecer condições comerciais compatíveis com a estrutura brasileira de defesa sanitária e com as medidas adotadas para enfrentar a ocorrência.
Atualização de certificados contribuiu para o acordo
O reconhecimento mexicano também está associado a um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, de acordo com a associação.
Esse esforço inclui a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais e a negociação de critérios para reconhecer áreas não afetadas por eventos sanitários.
Na avaliação da ABPA, a preparação prévia contribui para limitar a extensão das restrições e dar continuidade ao comércio em situações como a registrada em Santa Catarina.
ABPA busca ampliar reconhecimento entre importadores
Para a associação, a decisão do México sinaliza credibilidade do Serviço Veterinário Oficial brasileiro e reconhecimento da transparência na condução das ações sanitárias.
A ABPA informou que continuará atuando com o governo federal para ampliar a adoção da regionalização por outros parceiros comerciais. O objetivo é oferecer maior previsibilidade às exportações e reduzir os impactos de ocorrências sanitárias sobre o abastecimento internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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