Publicado em: 17/04/2026 às 10:30hs
O setor avícola do Rio Grande do Sul inicia 2026 em trajetória de recuperação, marcada pela retomada das exportações de carne de frango para a China após quase dois anos de embargo. O movimento reforça o cenário de crescimento da atividade e amplia as oportunidades no mercado internacional.
A reabertura do mercado chinês representa um passo importante para o setor avícola gaúcho. Antes da suspensão, em 2024, a China respondia por cerca de 6% das exportações de carne de frango do estado.
Com a retomada dos embarques, a expectativa é de crescimento de aproximadamente 10% no volume exportado para o país asiático, fortalecendo a presença brasileira em um dos principais destinos globais.
O retorno das exportações ocorre após o controle de um caso de gripe aviária registrado no estado, que havia gerado restrições temporárias ao comércio internacional.
A rápida contenção do episódio permitiu a normalização das negociações com importantes parceiros comerciais, destacando a eficiência do setor no enfrentamento de desafios sanitários e na preservação do acesso aos mercados externos.
No Rio Grande do Sul, cerca de 44% da produção avícola está concentrada entre a Serra Gaúcha e o Vale do Caí, regiões que reúnem importantes polos industriais e frigoríficos voltados à exportação.
O estado ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores de carne de frango do Brasil e projeta crescimento de até 2% na produção ao longo de 2026, sustentado pela retomada da demanda internacional.
Além da China, o setor acompanha de perto o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, com previsão de entrada em vigor a partir de maio.
A ampliação do acesso ao mercado europeu pode abrir oportunidades para produtos de maior valor agregado, especialmente cortes nobres, contribuindo para a diversificação das exportações e aumento da competitividade.
Mesmo após os impactos sanitários registrados em 2025, o setor apresentou queda limitada de 3,6% no valor exportado, mantendo estabilidade no volume embarcado.
Os primeiros sinais de recuperação já são observados em 2026. Em janeiro, o valor das exportações de carne de frango cresceu 0,7%, enquanto o volume de abates também avançou.
A média diária de abates passou de 3,2 milhões de aves em 2025 para 3,4 milhões em janeiro de 2026, evidenciando a retomada gradual da produção.
Outro ponto de crescimento é o mercado de ovos, que vem ganhando relevância no estado. Em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 24,6 milhões, alta de 38,1% em relação ao ano anterior.
Em janeiro de 2026, o avanço foi ainda mais expressivo, com exportações de US$ 2,7 milhões, crescimento de 132,7% na comparação anual.
Apesar de ainda representar uma fatia menor das exportações totais, o segmento apresenta forte potencial de expansão, com expectativa de crescimento de até 10% ao longo de 2026.
Com a retomada do mercado chinês e a possibilidade de ampliação das exportações para a Europa, a avicultura gaúcha entra em 2026 com perspectivas positivas.
A combinação entre recuperação produtiva, diversificação de mercados e avanço em acordos comerciais tende a sustentar o crescimento do setor ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
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