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Aquicultura e Pesca

Dia do Engenheiro de Aquicultura destaca papel estratégico da gestão de dados para impulsionar a piscicultura brasileira

Profissionais transformam indicadores produtivos, sanitários e ambientais em decisões que aumentam a eficiência, reduzem custos e fortalecem a sustentabilidade da aquicultura, setor que superou 1 milhão de toneladas de peixes cultivados em 2025


Publicado em: 14/07/2026 às 14:10hs

Dia do Engenheiro de Aquicultura destaca papel estratégico da gestão de dados para impulsionar a piscicultura brasileira

O crescimento acelerado da aquicultura brasileira reforça a importância de um profissional cada vez mais estratégico dentro das fazendas aquícolas: o engenheiro de aquicultura. Celebrado em 14 de julho, o Dia do Engenheiro de Aquicultura reconhece a atuação de especialistas responsáveis por integrar tecnologia, ciência e gestão para elevar a produtividade, garantir a sanidade dos animais e promover sistemas de produção mais sustentáveis.

Em um cenário de expansão da piscicultura nacional, esses profissionais assumem papel fundamental na análise de indicadores produtivos, ambientais e sanitários, transformando grandes volumes de dados em informações que orientam decisões capazes de melhorar o desempenho das propriedades e aumentar a competitividade do setor.

Piscicultura brasileira supera 1 milhão de toneladas

O avanço da profissão acompanha o crescimento histórico da aquicultura nacional. Segundo o Anuário da Piscicultura 2026, divulgado pela Peixe BR, o Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo produzidos em 2025, registrando expansão de 4,4% em relação ao ano anterior.

O desempenho confirma a consolidação da atividade como uma das cadeias mais promissoras do agronegócio brasileiro. Nos últimos dez anos, a produção nacional de peixes cultivados acumulou crescimento superior a 58%, impulsionando investimentos em tecnologia, biossegurança, automação e gestão técnica.

Gestão baseada em indicadores aumenta eficiência da produção

Com sistemas produtivos cada vez mais tecnificados, a gestão baseada em indicadores deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar um requisito essencial para o sucesso das fazendas aquícolas.

Entre os principais parâmetros monitorados pelos engenheiros de aquicultura estão:

  • Taxa de sobrevivência dos peixes;
  • Conversão alimentar;
  • Desempenho zootécnico;
  • Qualidade da água;
  • Índices de vacinação;
  • Mortalidade;
  • Ocorrência de enfermidades;
  • Indicadores de biossegurança e sanidade.

O acompanhamento contínuo desses dados permite identificar desvios ainda nas fases iniciais da produção, corrigir manejos, reduzir perdas econômicas e melhorar a eficiência operacional durante todo o ciclo produtivo.

Tecnologia fortalece sustentabilidade e biossegurança

Além dos ganhos produtivos, a utilização de indicadores técnicos contribui para uma produção mais sustentável, com melhor aproveitamento dos recursos naturais, redução de desperdícios e maior controle dos riscos sanitários.

Segundo Danielle Damasceno, gerente Técnica e Comercial de Aquacultura da Zoetis Brasil, a transformação digital está mudando a forma como as decisões são tomadas dentro das propriedades.

"À medida que a aquicultura cresce e se torna mais tecnológica, a tomada de decisão baseada em dados deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade. O engenheiro de aquicultura é o profissional que consegue integrar todas essas informações para identificar oportunidades de melhoria, antecipar desafios e contribuir para resultados mais consistentes e sustentáveis."

A especialista destaca que a interpretação integrada dos indicadores permite agir preventivamente diante de alterações produtivas, fortalecendo a saúde dos animais e aumentando a previsibilidade dos resultados.

Profissão ganha relevância com expansão da aquicultura

O avanço da piscicultura brasileira exige sistemas produtivos cada vez mais eficientes e preparados para atender às demandas por qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e segurança alimentar.

Nesse contexto, o engenheiro de aquicultura amplia sua importância ao atuar como elo entre conhecimento técnico, inovação e gestão, promovendo decisões fundamentadas em dados e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de uma atividade que segue em expansão no agronegócio nacional.

Com a profissionalização crescente do setor, a tendência é que o uso de tecnologias de monitoramento, análise de indicadores e ferramentas de gestão continue ganhando espaço, consolidando o papel estratégico desses profissionais na construção de uma aquicultura mais competitiva, eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

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