Preço dos alimentos sobe 0,88% no IPCA-15 de outubro; abobrinha e tomate lideram altas
Alimentação e bebidas têm o maior impacto na prévia da inflação; arroz sobe 5,80%, enquanto manga e cenoura apresentam as maiores quedas entre os itens listados
Publicado em: 23/10/2026 às 11:15hs
Os preços dos alimentos subiram 0,88% na prévia da inflação de outubro, fazendo de Alimentação e Bebidas o grupo com maior impacto no resultado do período. Entre os produtos que mais encareceram estão abobrinha, tomate, limão e cebola. Na direção oposta, manga, cenoura e melancia ficaram mais baratas.
Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o índice geral avançou 0,32%.
Alimentação em casa sobe 1,01% e pressiona orçamento
A compra de alimentos para consumo no domicílio foi a principal responsável pela alta do grupo. A alimentação em casa aumentou 1,01% em outubro, acelerando em relação à variação de 0,38% registrada em setembro.
Hortaliças e tubérculos aparecem entre as maiores elevações. A abobrinha avançou 38,29%, seguida pelo tomate, com 24,54%. Cebola e batata-inglesa também registraram aumentos de dois dígitos: 13,63% e 10,96%, respectivamente.
Entre os produtos básicos, o arroz ficou 5,80% mais caro, enquanto o óleo de soja apresentou alta de 2,78%.
Quais alimentos mais subiram na prévia da inflação de outubro?
Os 20 alimentos com maiores aumentos apresentados no levantamento foram:
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Manga e cenoura lideram quedas de preços
Apesar da alta média da alimentação, alguns produtos apresentaram redução expressiva. A manga caiu 13,48%, enquanto a cenoura recuou 10,67% e a melancia ficou 7,36% mais barata.
As quedas também alcançaram outras frutas, pescados e cortes de carne. Entre os itens listados, repolho, peixe-cavala e maracujá tiveram recuos superiores a 4%.
Confira os 20 alimentos que mais baratearam:
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Refeições e lanches fora de casa também ficam mais caros
A alimentação fora do domicílio também apresentou aceleração. A variação passou de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro.
O preço da refeição subiu 0,61%, ante avanço de 0,38% no mês anterior. Já o lanche teve aumento de 0,66%, depois de registrar alta de 0,44% em setembro.
Com isso, a pressão sobre o orçamento das famílias ocorreu tanto nas compras de alimentos para preparo em casa quanto no consumo em restaurantes e lanchonetes.
Fonte: Portal do Agronegócio
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