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Arroz

Plantio do arroz chega a 49,1% no RS, mas umidade e frio preocupam na safra 2026/27

Área semeada cresce 105,7 mil hectares em uma semana; Fronteira Oeste lidera em extensão plantada, enquanto Zona Sul apresenta maior percentual de execução


Publicado em: 23/10/2026 às 12:00hs

Plantio do arroz chega a 49,1% no RS, mas umidade e frio preocupam na safra 2026/27
Foto: Paulo Rossi

O plantio do arroz irrigado no Rio Grande do Sul alcançou 423.167 hectares, equivalentes a 49,10% da área prevista para a safra 2026/27. Apesar do avanço, o excesso de umidade e as temperaturas desfavoráveis exigem atenção ao estabelecimento das lavouras.

Os dados são do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), divulgados na quinta-feira (22). Segundo o analista da cadeia do arroz Sergio Cardoso, o crescimento da área semeada precisa ser acompanhado pela avaliação da emergência e da uniformidade das plantas para permitir uma leitura mais precisa do potencial produtivo.

Semeadura avança mais de 105 mil hectares em sete dias

Em uma semana, a área plantada passou de 317.405 para 423.167 hectares, acréscimo de 105.762 hectares.

A intenção de cultivo para a temporada é de 861.779 hectares. Dessa forma, ainda restam aproximadamente 438,6 mil hectares a semear no estado.

O ritmo mais intenso dos trabalhos representa um avanço no calendário, mas não assegura, por si só, uma população adequada de plantas nas áreas já implantadas.

Fronteira Oeste lidera em área e Zona Sul em percentual plantado

A Fronteira Oeste concentra a maior extensão semeada, com 189.291 hectares, correspondentes a 76,45% da intenção de plantio regional.

Já a Zona Sul apresenta o maior percentual de execução: 82,55%, com 120.013 hectares implantados.

Na Campanha, os trabalhos também ganharam velocidade. A área semeada saltou de 12.171 para 41.097 hectares em sete dias, um avanço de 28.926 hectares.

Umidade e temperatura dificultam emergência do arroz

O principal alerta de Cardoso está na diferença entre concluir a semeadura e estabelecer uma lavoura com emergência satisfatória e distribuição uniforme das plantas.

Na Fronteira Oeste, algumas áreas já apresentam dificuldades de emergência associadas às condições de umidade e temperatura. Esses problemas precisam ser acompanhados para verificar o desenvolvimento das lavouras e a eventual necessidade de replantio.

O IRGA também informa que a umidade elevada dificulta a semeadura em linha em determinadas regiões. Por outro lado, o sistema pré-germinado tem favorecido o andamento dos trabalhos.

Desenvolvimento das lavouras será decisivo para o potencial da safra

Para o analista, acompanhar a área com emergência satisfatória é tão importante quanto medir o avanço do plantio. A identificação de falhas e de possíveis necessidades de replantio ajudará a avaliar as condições efetivas da safra.

Nas próximas semanas, o potencial produtivo do arroz gaúcho dependerá da resposta das plantas às condições de campo. Além da conclusão da semeadura, o estabelecimento das lavouras será determinante para o rendimento da temporada 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

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