Publicado em: 05/03/2026 às 19:40hs
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) da indústria brasileira registrou alta de 0,34% em janeiro de 2026, na comparação com dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa é a segunda variação positiva consecutiva do indicador, que mede a variação dos preços “na porta de fábrica”, sem impostos ou custos de transporte, abrangendo as indústrias extrativas e de transformação.
Apesar da recuperação mensal, o acumulado em 12 meses ainda é negativo (-4,33%), indicando que os preços industriais permanecem abaixo do nível registrado em janeiro de 2025.
Entre as 24 atividades industriais pesquisadas, 15 apresentaram alta de preços em janeiro, o que demonstra uma recuperação gradual no início de 2026. No mês anterior, 14 atividades haviam mostrado avanço.
Os setores com maiores altas foram:
A metalurgia foi o principal destaque do mês, contribuindo com 0,18 ponto percentual (p.p.) para a variação total do IPP, seguida por outros produtos químicos (0,13 p.p.), enquanto refino de petróleo e biocombustíveis (-0,07 p.p.) e indústrias extrativas (0,06 p.p.) também tiveram influência relevante.
Em dezembro de 2025, o IPP havia avançado 0,14%, enquanto em janeiro de 2025 a variação foi de 0,15%, indicando uma tendência de aceleração moderada nos preços industriais no início de 2026.
Na variação acumulada em 12 meses, o índice melhorou levemente em relação a dezembro, quando estava em -4,51%.
Comparando janeiro de 2026 com janeiro de 2025, os setores com as maiores variações de preços foram:
Já as maiores influências negativas sobre o resultado agregado vieram de:
O resultado de janeiro também refletiu diferenças entre as grandes categorias econômicas da indústria:
Esses números mostram que a recuperação da indústria brasileira segue desigual, com setores de base e intermediários reagindo primeiro à recomposição de preços, enquanto o segmento de bens de capital ainda enfrenta retração.
Fonte: Portal do Agronegócio
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