Preços Agropecuários

Índice de Preços ao Produtor (IPP) sobe 0,34% em janeiro, mas mantém queda no acumulado de 12 meses

Setor industrial inicia 2026 com leve alta puxada pela metalurgia e produtos químicos; variação anual ainda reflete retração de preços


Publicado em: 05/03/2026 às 19:40hs

Índice de Preços ao Produtor (IPP) sobe 0,34% em janeiro, mas mantém queda no acumulado de 12 meses
IPP registra segundo mês consecutivo de alta

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) da indústria brasileira registrou alta de 0,34% em janeiro de 2026, na comparação com dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a segunda variação positiva consecutiva do indicador, que mede a variação dos preços “na porta de fábrica”, sem impostos ou custos de transporte, abrangendo as indústrias extrativas e de transformação.

Apesar da recuperação mensal, o acumulado em 12 meses ainda é negativo (-4,33%), indicando que os preços industriais permanecem abaixo do nível registrado em janeiro de 2025.

Alta em 15 dos 24 setores analisados

Entre as 24 atividades industriais pesquisadas, 15 apresentaram alta de preços em janeiro, o que demonstra uma recuperação gradual no início de 2026. No mês anterior, 14 atividades haviam mostrado avanço.

Os setores com maiores altas foram:

  • Metalurgia: +2,73%;
  • Impressão: +2,73%;
  • Outros produtos químicos: +1,70%;
  • Perfumaria, sabões e produtos de limpeza: +1,67%.

A metalurgia foi o principal destaque do mês, contribuindo com 0,18 ponto percentual (p.p.) para a variação total do IPP, seguida por outros produtos químicos (0,13 p.p.), enquanto refino de petróleo e biocombustíveis (-0,07 p.p.) e indústrias extrativas (0,06 p.p.) também tiveram influência relevante.

Comparativo com meses anteriores

Em dezembro de 2025, o IPP havia avançado 0,14%, enquanto em janeiro de 2025 a variação foi de 0,15%, indicando uma tendência de aceleração moderada nos preços industriais no início de 2026.

Na variação acumulada em 12 meses, o índice melhorou levemente em relação a dezembro, quando estava em -4,51%.

Setores com maiores variações em 12 meses

Comparando janeiro de 2026 com janeiro de 2025, os setores com as maiores variações de preços foram:

  • Impressão: +19,14%;
  • Indústrias extrativas: -11,88%;
  • Alimentos: -9,84%;
  • Madeira: -8,69%.

Já as maiores influências negativas sobre o resultado agregado vieram de:

  • Alimentos: -2,51 p.p.;
  • Refino de petróleo e biocombustíveis: -0,77 p.p.;
  • Indústrias extrativas: -0,56 p.p.;
  • Outros produtos químicos: -0,51 p.p.
Desempenho por categoria econômica

O resultado de janeiro também refletiu diferenças entre as grandes categorias econômicas da indústria:

  • Bens de capital: -0,70%;
  • Bens intermediários: +0,54%;
  • Bens de consumo: +0,26%, sendo
  • Bens de consumo duráveis: +0,22%;
  • Bens semiduráveis e não duráveis: +0,27%.

Esses números mostram que a recuperação da indústria brasileira segue desigual, com setores de base e intermediários reagindo primeiro à recomposição de preços, enquanto o segmento de bens de capital ainda enfrenta retração.

Fonte: Portal do Agronegócio

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