Publicidade
Gestão

Defesa agropecuária tem déficit de 1.233 auditores, aponta ANFFA Sindical

Entidade defende reforço na fiscalização, investimentos em tecnologia e previsibilidade orçamentária para acompanhar a produção e proteger as exportações brasileiras.


Publicado em: 20/10/2026 às 10:20hs

Defesa agropecuária tem déficit de 1.233 auditores, aponta ANFFA Sindical

A defesa agropecuária brasileira enfrenta um déficit estimado de 1.233 auditores fiscais federais agropecuários, segundo dados apresentados pelo ANFFA Sindical. Com 2.461 profissionais em atividade, a categoria defende a recomposição do quadro para acompanhar a expansão da produção, prevenir crises sanitárias e assegurar o cumprimento das exigências dos mercados internacionais.

A entidade sustenta que o fortalecimento da fiscalização deve integrar uma agenda permanente de Estado. Entre as prioridades estão planejamento de pessoal, modernização tecnológica, valorização da carreira e recursos previsíveis para vigilância, monitoramento e laboratórios.

Fiscalização sustenta segurança dos alimentos e acesso a mercados

A defesa agropecuária atua na prevenção e no controle de pragas e doenças, na fiscalização de insumos, na inspeção de produtos e na certificação sanitária exigida por países compradores.

Essas atividades contribuem para proteger a produção, a saúde pública e a credibilidade dos alimentos brasileiros. No comércio exterior, a capacidade de demonstrar conformidade com requisitos sanitários é essencial para manter destinos de exportação e negociar novas oportunidades.

Para o ANFFA Sindical, a estrutura de fiscalização precisa acompanhar o aumento da escala produtiva e a crescente complexidade das exigências relacionadas à sanidade, à rastreabilidade e à segurança dos alimentos.

Crescimento da produção amplia demanda por defesa agropecuária

As estimativas citadas pela entidade dimensionam o desafio. O IBGE projeta uma produção de 353 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. Já a Conab estima 362 milhões de toneladas de grãos para a safra 2025/2026, avanço de 2,6% sobre o ciclo anterior.

Os levantamentos têm recortes próprios e reforçam a dimensão da atividade agrícola brasileira. Na avaliação do sindicato, esse volume exige capacidade proporcional de prevenção, fiscalização e certificação.

A proposta da categoria combina contratação planejada de profissionais, uso de tecnologia e melhor aproveitamento dos recursos públicos para ampliar a eficiência do sistema.

Prevenção pode evitar perdas produtivas e restrições comerciais

O ANFFA Sindical argumenta que investir na prevenção sanitária é menos oneroso do que enfrentar as consequências de uma crise. A ocorrência de pragas ou doenças pode provocar perdas nas propriedades, afetar cadeias produtivas e comprometer relações comerciais.

Segundo a entidade, limitações de recursos para vigilância, fiscalização e diagnóstico laboratorial reduzem a capacidade de resposta diante dessas ameaças.

Por isso, o sindicato defende que a recomposição do quadro e a previsibilidade orçamentária sejam tratadas como investimentos na proteção da economia, dos empregos e da produção nacional.

Autocontrole privado exige fiscalização pública independente

Outro ponto destacado pela categoria é a relação entre os mecanismos de autocontrole das empresas e a atuação estatal.

Na avaliação do ANFFA Sindical, os procedimentos adotados pelo setor privado precisam estar acompanhados de fiscalização pública independente. Essa presença contribui para verificar o cumprimento das exigências e preservar a confiança de consumidores e compradores internacionais.

A entidade também ressalta a importância do trabalho nas fronteiras para impedir a entrada de agentes capazes de ameaçar a sanidade animal e vegetal.

Sindicato pede planejamento de longo prazo para o setor

O ANFFA Sindical defende que a próxima gestão federal coloque a defesa agropecuária entre as prioridades estratégicas, com ações que ultrapassem os mandatos governamentais.

A agenda proposta inclui recomposição de pessoal, valorização profissional, investimentos em tecnologia e continuidade dos recursos destinados à fiscalização.

Para a entidade, ampliar a produção e fortalecer sua proteção são objetivos complementares. A capacidade de prevenir riscos, inspecionar e certificar os produtos será determinante para sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro em mercados cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias