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Clima

Chuvas na soja e no milho exigem planejamento da nutrição e das aplicações desde o pré-plantio

Manejo deve considerar as condições de cada área, o estágio das plantas e o risco de doenças; orientação técnica ajuda a definir o uso de fertilizantes, adjuvantes e soluções complementares


Publicado em: 05/11/2026 às 15:00hs

Chuvas na soja e no milho exigem planejamento da nutrição e das aplicações desde o pré-plantio

As chuvas frequentes durante a implantação da soja e do milho de verão reforçam a necessidade de planejar o manejo antes da emergência das plantas. A preparação da área, a avaliação nutricional e a qualidade das aplicações influenciam o estabelecimento das lavouras e as condições de desenvolvimento ao longo da safra.

Em parte do Paraná, a recorrência das precipitações aumenta a importância de organizar as operações de dessecação pré-plantio e acompanhar as necessidades nutricionais e fitossanitárias de cada talhão.

Nesse cenário, a Cocari orienta que a escolha das ferramentas de manejo seja feita com apoio do Departamento Técnico. A cooperativa reúne na Linha Éfforos produtos com diferentes finalidades, cuja utilização deve considerar a cultura, as condições da área e as recomendações específicas de aplicação.

Boro deve entrar no planejamento nutricional

O planejamento da nutrição pode começar antes da semeadura, conforme o diagnóstico da área. Entre os micronutrientes avaliados está o boro, relacionado à formação dos tecidos vegetais e ao desenvolvimento reprodutivo das plantas.

O Éfforos Kit reúne ácido bórico e octaborato. Segundo a proposta da formulação, a associação busca disponibilizar o nutriente em momentos diferentes.

A disponibilidade de boro, contudo, depende de fatores como características do solo, condições ambientais, formulação e forma de aplicação. Por isso, sua inclusão nas operações de pré-plantio precisa estar vinculada à necessidade da cultura e à avaliação técnica.

Antecipar essa análise permite organizar o fornecimento do micronutriente, em vez de concentrar as decisões em fases mais avançadas do ciclo.

Qualidade da calda influencia as aplicações agrícolas

Além da escolha dos produtos, o desempenho das operações depende da preparação da calda e da regulagem dos equipamentos. Formação de espuma, compatibilidade entre componentes e condições operacionais estão entre os pontos que exigem atenção.

O Éfforos Define é apresentado pela Cocari como um adjuvante multifuncional, com funções de condicionamento da calda, controle de espuma e auxílio à emulsificação, conforme suas recomendações de uso.

A formulação também contém D-limoneno, componente de origem vegetal associado a efeitos desalojantes sobre determinados insetos. Essa característica é complementar e não substitui o inseticida nem a avaliação da ocorrência de pragas.

A decisão de utilizar o adjuvante deve considerar a finalidade da aplicação, os produtos associados, a compatibilidade da mistura e as orientações do rótulo.

Manejo fitossanitário precisa acompanhar o desenvolvimento da cultura

Durante o ciclo, o acompanhamento nutricional deve estar integrado ao monitoramento de doenças e às demais práticas de manejo.

Na linha da cooperativa, o Éfforos Induz é formulado à base de fosfito de cobre e contém componentes como ácidos carboxílicos, aminoácidos, nitrogênio e boro. Sua proposta é atuar de forma complementar nos aspectos nutricionais e fisiológicos da lavoura.

Entre os mecanismos associados à composição estão respostas relacionadas à lignina, que integra as estruturas vegetais, e às fitoalexinas, substâncias produzidas pelas plantas diante de determinados desafios.

A associação com fungicidas depende de recomendação técnica e compatibilidade. Seu uso não substitui o monitoramento, a escolha do fungicida adequado, o momento correto de aplicação ou outras medidas preventivas.

Umidade exige atenção antes dos sintomas

Em períodos chuvosos, o planejamento fitossanitário ganha importância porque algumas doenças podem se estabelecer antes de apresentar sintomas visíveis. Os danos podem surgir posteriormente, quando parte do potencial produtivo já estiver comprometida.

A estratégia deve considerar o histórico da área, as condições ambientais e o estágio de desenvolvimento da cultura. A avaliação contínua permite ajustar as intervenções ao risco identificado pelo responsável técnico.

Cada talhão exige uma estratégia de manejo

Os produtos apresentados têm funções distintas e não devem ser utilizados de maneira indiscriminada. A necessidade de cada ferramenta depende das características da lavoura e do objetivo da operação.

Para a soja e o milho de verão, o planejamento antecipado permite avaliar a nutrição, organizar as aplicações e acompanhar os riscos fitossanitários. As decisões devem ser revistas durante a safra, conforme a evolução do clima e das condições das plantas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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