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Bovinos de Corte

Boi gordo bate recorde real em outubro e arroba chega à faixa de R$ 390

Oferta restrita de animais terminados e demanda consistente por carne bovina sustentam alta; média mensal do Indicador Cepea também é a maior da série iniciada em 1994


Publicado em: 05/11/2026 às 13:40hs

Boi gordo bate recorde real em outubro e arroba chega à faixa de R$ 390
Foto: Shutterstock

O preço do boi gordo atingiu recordes reais em outubro, impulsionado pela menor disponibilidade de animais prontos para abate e pela demanda consistente por carne bovina. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa combinação intensificou a disputa entre frigoríficos pela compra de matéria-prima.

Em 30 de outubro, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, encerrou em R$ 389,90 por arroba, à vista, acumulando valorização de 7,03% no mês. Na primeira semana de novembro, a referência passou a operar na faixa de R$ 390.

Arroba supera máxima histórica de novembro de 2020

Os valores registrados no encerramento de outubro e no início de novembro são os maiores, em termos reais, da série histórica do Cepea, iniciada em 1994.

A comparação considera os preços corrigidos pelo IGP-DI de setembro de 2026. Pelo mesmo critério, o recorde anterior era de R$ 385,26 por arroba, registrado em 11 de novembro de 2020.

O ajuste pela inflação permite comparar o patamar atual com as cotações de outros períodos em uma mesma base monetária.

Média do boi gordo em outubro alcança R$ 379,55 por arroba

A valorização também levou a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ a um recorde real. Em outubro, a referência ficou em R$ 379,55 por arroba, com aumento de 7,5% em relação a setembro.

Na comparação com outubro de 2025, o avanço foi de 17,75%, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de setembro de 2026.

O resultado mostra que a alta se refletiu na média das negociações acompanhadas durante o mês, além das máximas observadas nos últimos dias de outubro.

Oferta limitada aumenta disputa entre frigoríficos

De acordo com pesquisadores do Cepea, a restrição na oferta de animais terminados foi um dos principais fatores de sustentação da arroba.

Com menor disponibilidade para abate e demanda consistente por carne bovina, os frigoríficos ampliaram a competição pela aquisição de gado. Esse cenário favoreceu os reajustes e manteve as cotações em níveis elevados na passagem para novembro.

O que pode influenciar o preço do boi nos próximos meses?

Para o Cepea, o comportamento do mercado dependerá principalmente da evolução da oferta de animais prontos para abate, da capacidade de repassar os reajustes ao longo da cadeia e da continuidade da demanda por carne bovina.

Tanto o consumo doméstico quanto as compras internacionais estarão no centro dessa avaliação. A sustentação desses mercados, combinada ao ritmo de disponibilidade de gado, será determinante para a trajetória da arroba após os recordes de outubro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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