Semente certificada aumenta lucro da soja em R$ 1,5 mil por hectare, aponta estudo
Levantamento apresentado na Expointer analisou cerca de 400 propriedades no Rio Grande do Sul e mostrou rentabilidade superior com o uso de sementes certificadas
Publicado em: 02/09/2026 às 10:35hs
O uso de sementes certificadas pode ampliar em aproximadamente R$ 1,5 mil por hectare o lucro obtido com a produção de soja no Rio Grande do Sul. O resultado faz parte de um estudo realizado em cerca de 400 propriedades rurais e apresentado durante a Expointer, em Esteio (RS).
Os dados foram divulgados em um painel promovido pela Bayer na Trilha Agro by South Summit Brazil. O levantamento reforça o impacto da qualidade das sementes, da genética adaptada e da biotecnologia sobre a produtividade e a rentabilidade das lavouras.
Lucro da soja chega a R$ 5,2 mil por hectare
De acordo com o CEO da Aegro, Mauricio Schneider, os produtores que utilizaram sementes certificadas alcançaram lucro médio próximo de R$ 5,2 mil por hectare.
Nas propriedades que não adotaram esse tipo de material, o resultado médio ficou em torno de R$ 3,7 mil por hectare. A diferença de R$ 1,5 mil representa um ganho de aproximadamente 40,5% na rentabilidade por área.
O desempenho indica que a escolha da semente pode influenciar diretamente o retorno financeiro da lavoura, especialmente em um cenário de custos elevados, margens pressionadas e maior exposição a eventos climáticos.
Tecnologia ganha importância diante dos desafios climáticos
O diretor de Licenciamento de Soja da Bayer, Vinicius Faião, destacou que o Rio Grande do Sul exerce papel relevante na difusão de tecnologias agrícolas e esteve entre os primeiros estados brasileiros a avançar na adoção da biotecnologia.
Segundo o executivo, a combinação entre sementes certificadas, genética adaptada às condições regionais e ferramentas biotecnológicas torna-se ainda mais importante diante das adversidades climáticas enfrentadas pelos produtores gaúchos.
Faião explicou que começar a safra com sementes de qualidade pode reduzir obstáculos ao desenvolvimento das plantas e contribuir para o manejo de fatores que limitam a produtividade, como plantas daninhas e pragas.
Pesquisa busca variedades adaptadas ao Rio Grande do Sul
A Bayer mantém duas estações de pesquisa no estado dedicadas à avaliação de variedades de soja adaptadas às condições locais. O trabalho considera fatores como clima, solo, pressão de pragas, ocorrência de doenças e potencial produtivo.
Entre as tecnologias disponíveis, Faião citou a Intacta 2 Xtend, desenvolvida para auxiliar no manejo de determinadas lagartas e plantas daninhas. A expectativa é de que novas gerações de biotecnologia ampliem as alternativas de controle no campo.
Manejo por talhão pode ampliar produtividade
A evolução da agricultura exige que o produtor conheça detalhadamente as características de cada área da propriedade. Segundo Faião, decisões como escolha da cultivar, posicionamento da biotecnologia e estratégias de manejo devem considerar as particularidades de cada talhão.
Essa análise permite utilizar os insumos de maneira mais eficiente, reduzir riscos agronômicos e buscar maior retorno sobre o investimento realizado na safra.
Campanha busca facilitar acesso às sementes certificadas
A Bayer também desenvolve uma campanha direcionada aos produtores rurais do Rio Grande do Sul, com condições específicas para a aquisição de sementes certificadas.
A iniciativa considera as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio gaúcho nos últimos anos, marcados por perdas climáticas, aumento dos custos de produção e redução da capacidade de investimento em algumas propriedades.
Os resultados apresentados na Expointer mostram que, embora a semente certificada possa exigir maior investimento inicial, o uso de materiais com qualidade, procedência e adaptação regional tende a gerar ganhos de produtividade, segurança e rentabilidade na produção de soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
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