Cartilha sobre drones na pulverização agrícola reforça regras, segurança e boas práticas no campo
Documento lançado pela CropLife Brasil e entidades do agro reúne orientações técnicas e regulatórias para ampliar o uso seguro de drones na aplicação de defensivos agrícolas
Publicado em: 20/07/2026 às 14:30hs
A expansão do uso de drones na pulverização agrícola ganhou um novo marco de orientação técnica no Brasil. A CropLife Brasil lançou uma cartilha gratuita com informações sobre legislação, operação segura e boas práticas para utilização desses equipamentos no campo.
O documento foi apresentado nesta terça-feira (14), durante evento realizado na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília (DF), e reúne diretrizes para produtores rurais, operadores e empresas que atuam com pulverização aérea por drones.
A publicação destaca que a tecnologia vem ganhando espaço nas propriedades brasileiras por oferecer maior precisão na aplicação de insumos, redução de perdas, aumento da eficiência operacional e mais segurança aos trabalhadores rurais. Entretanto, o avanço do uso dos equipamentos exige cumprimento rigoroso das normas estabelecidas pelos órgãos reguladores.
Drones agrícolas exigem operação profissional e cumprimento da legislação
Segundo a CropLife Brasil, a aplicação aérea com drones deve ser tratada como uma atividade técnica e regulamentada, que depende de planejamento, capacitação dos operadores e controle dos processos.
O coordenador de Sustentabilidade e Boas Práticas Agrícolas da entidade, Pedro Duarte, destacou que a iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre as regras existentes e combater informações incorretas relacionadas ao uso da tecnologia.
“A aplicação aérea possui uma regulação vigente. O objetivo foi reunir informações sobre as normas que orientam essa atividade e os fatores necessários para garantir uma aplicação correta e segura, reforçando as boas práticas”, afirmou.
De acordo com Duarte, a cartilha também pretende fortalecer o entendimento de que a pulverização com drones deve ser realizada por profissionais capacitados e dentro dos padrões técnicos exigidos.
Cartilha reúne normas e orientações para produtores rurais
O material foi desenvolvido em parceria com entidades representativas do setor, incluindo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal, o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, a Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja.
A publicação apresenta informações sobre:
- requisitos para operação regular dos drones agrícolas;
- responsabilidades de operadores e produtores;
- normas de aplicação aérea;
- exigências dos órgãos fiscalizadores;
- riscos de operações irregulares;
- boas práticas para segurança ambiental e agrícola.
O documento reforça que o descumprimento das regras pode gerar consequências como multas, apreensão de equipamentos e responsabilização dos envolvidos.
Fiscalização envolve diferentes órgãos reguladores
O diretor de operações do SINDAG, Cláudio Júnior Oliveira, destacou que a cartilha demonstra que a pulverização agrícola com drones está entre as atividades mais controladas do setor rural.
Segundo ele, a operação envolve fiscalização e regulamentação de diferentes instituições, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e órgãos estaduais.
Entre os principais alertas apresentados no documento estão a necessidade de regularização completa antes do início das operações e a contratação de empresas devidamente habilitadas.
“Produtores rurais devem contratar empresas legalizadas e verificar previamente se todos os requisitos estão sendo cumpridos. A cartilha apresenta também as sanções previstas para situações irregulares”, explicou Oliveira.
Tecnologia amplia eficiência da agricultura brasileira
O uso de drones agrícolas tem avançado rapidamente no Brasil, impulsionado pela busca por maior eficiência, redução de custos operacionais e aplicação mais precisa de produtos agrícolas.
Com sensores, sistemas de georreferenciamento e controle automatizado de voo, os equipamentos permitem operações em áreas específicas da lavoura, inclusive em regiões de difícil acesso ou em momentos críticos do ciclo produtivo.
Para entidades do setor, a regulamentação e a capacitação dos operadores são fatores essenciais para garantir que a tecnologia continue crescendo de forma sustentável e segura no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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