Vinho brasileiro bate recorde na Safra 2026 com 569 amostras e amplia presença para 10 estados e o Distrito Federal
Avaliação Nacional de Vinhos registra a maior participação de sua história, refletindo a expansão da vitivinicultura brasileira, a consolidação de novos terroirs e o fortalecimento da produção nacional.
Publicado em: 14/08/2026 às 13:00hs
A vitivinicultura brasileira alcançou mais um marco em sua trajetória de crescimento. A 34ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2026, promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), reuniu 569 amostras enviadas por 84 vinícolas, estabelecendo um novo recorde de participação e consolidando o evento como o principal retrato da produção vinícola do país.
Pela primeira vez, a avaliação reúne representantes de 10 estados brasileiros e do Distrito Federal, evidenciando a expansão geográfica da produção de vinhos e o fortalecimento de novos polos vitivinícolas em diferentes regiões do Brasil.
Avaliação Nacional de Vinhos reflete crescimento da vitivinicultura brasileira
Reconhecida como a maior análise coletiva da safra nacional, a Avaliação Nacional de Vinhos acompanha há 34 edições a evolução da produção brasileira, destacando a qualidade das uvas, o desenvolvimento dos terroirs e a diversidade dos vinhos elaborados no país.
A edição de 2026 reúne amostras provenientes da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e do Distrito Federal, demonstrando que a produção de vinhos já ultrapassa as tradicionais regiões do Sul e conquista espaço em diferentes condições climáticas e geográficas.
Embora o Rio Grande do Sul continue liderando em número de amostras inscritas, o avanço da produção em outras unidades da federação confirma a consolidação da vitivinicultura brasileira como uma atividade cada vez mais diversificada e competitiva.
Novos terroirs impulsionam a produção de vinhos no Brasil
O crescimento da participação de diferentes estados reforça a importância dos novos terroirs brasileiros, resultado da combinação entre condições climáticas específicas, avanços tecnológicos, pesquisa e investimentos realizados pelo setor produtivo.
Essa expansão permite o desenvolvimento de vinhos com características distintas, ampliando a oferta de rótulos nacionais e fortalecendo a competitividade da produção brasileira tanto no mercado interno quanto no cenário internacional.
Além de acompanhar a evolução técnica da produção, a Avaliação Nacional de Vinhos evidencia o amadurecimento da cadeia vitivinícola e sua capacidade de adaptação às diferentes regiões produtoras.
Recorde de participação confirma amadurecimento do setor
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Mário Lucas Ieggli, a edição de 2026 representa um importante indicador da evolução da vitivinicultura nacional.
De acordo com ele, a presença de amostras provenientes de 10 estados e do Distrito Federal demonstra que a produção brasileira está cada vez mais qualificada, diversificada e distribuída por diferentes terroirs.
A Avaliação Nacional de Vinhos, destaca o dirigente, cumpre o papel de registrar, safra após safra, as transformações do setor e apresentar um panorama técnico da qualidade e da evolução da produção nacional.
Produção nacional amplia diversidade e fortalece mercado do vinho brasileiro
O crescimento contínuo da Avaliação Nacional de Vinhos acompanha a expansão da vitivinicultura brasileira nos últimos anos, impulsionada pela adoção de novas tecnologias, melhoria dos processos produtivos e desenvolvimento de regiões produtoras emergentes.
Os sucessivos recordes de participação reforçam o protagonismo do evento como uma das principais iniciativas de valorização do vinho brasileiro, contribuindo para divulgar a qualidade da produção nacional e estimular o consumo de rótulos elaborados no país.
Com uma safra marcada pela diversidade de origens e pelo aumento da representatividade das vinícolas, a edição de 2026 confirma que o mapa da vitivinicultura brasileira continua em expansão, consolidando novos polos produtores e fortalecendo a imagem do Brasil como um importante produtor de vinhos de qualidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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