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Análise de Mercado

Preços dos combustíveis caem em agosto em São Paulo; etanol registra maior redução

Levantamento do Sem Parar mostra recuo nos preços da gasolina, do diesel e do etanol; diferença entre postos pode gerar economia de até R$ 37 em um abastecimento de 50 litros


Publicado em: 02/09/2026 às 13:40hs

Preços dos combustíveis caem em agosto em São Paulo; etanol registra maior redução

Os preços dos combustíveis recuaram na cidade de São Paulo durante agosto de 2026. Levantamento realizado pelo Sem Parar identificou queda nas seis categorias analisadas, com destaque para o etanol comum, que apresentou a maior redução no período.

O estudo considerou mais de 19 milhões de litros abastecidos por usuários dos serviços da empresa na capital paulista durante julho e agosto. Além da variação mensal, o monitoramento revelou diferenças expressivas entre os preços cobrados nas regiões da cidade.

Etanol lidera queda nos preços dos combustíveis

O preço médio do etanol comum passou de R$ 3,85 por litro em julho para R$ 3,74 em agosto, redução de aproximadamente 2,9%. O etanol aditivado também ficou mais barato, recuando de R$ 4,35 para R$ 4,26 por litro, queda próxima de 2%.

A diminuição reforça a competitividade do biocombustível na capital paulista, especialmente para proprietários de veículos flex. A vantagem econômica, porém, depende da relação entre os preços do etanol e da gasolina e do consumo de cada automóvel.

Diesel comum recua para R$ 6,87 por litro

Entre os combustíveis utilizados principalmente no transporte de cargas e de passageiros, o diesel comum registrou redução de 2%. O preço médio caiu de R$ 7,01 para R$ 6,87 por litro.

No diesel aditivado, o recuo foi mais moderado. O valor passou de R$ 7,27 em julho para R$ 7,21 por litro em agosto, uma diminuição de aproximadamente 0,8%.

A movimentação é relevante para transportadores e empresas de logística, já que o diesel representa uma das principais despesas operacionais do transporte rodoviário brasileiro.

Gasolina comum e aditivada também ficam mais baratas

Os preços da gasolina apresentaram pequenas reduções no mês. A gasolina comum passou de R$ 6,40 para R$ 6,38 por litro, queda de aproximadamente 0,3%.

A gasolina aditivada acompanhou o movimento e recuou de R$ 7,02 para R$ 6,99 por litro, variação negativa próxima de 0,4%.

Embora as quedas tenham sido discretas, a pesquisa mostra que a escolha do posto e da região onde o abastecimento é realizado pode proporcionar uma economia mais significativa ao consumidor.

Zona Norte concentra os menores preços dos combustíveis

A Zona Norte de São Paulo apresentou os menores valores para os seis combustíveis pesquisados. No caso do diesel comum, houve empate com a Zona Leste, onde o litro também foi encontrado por R$ 6,73.

Em sentido oposto, a Zona Sul concentrou os preços mais elevados em cinco das seis categorias avaliadas. A exceção foi o diesel comum, cujo maior valor apareceu na Zona Oeste, a R$ 7,12 por litro.

Gasolina aditivada varia até R$ 0,74 por litro

A maior diferença regional foi identificada na gasolina aditivada. O combustível custava R$ 6,50 por litro na Zona Norte e chegava a R$ 7,24 na Zona Sul, uma distância de R$ 0,74.

Para um abastecimento de 50 litros, pesquisar os preços pode representar uma economia de R$ 37.

Na gasolina comum, o menor preço também foi registrado na Zona Norte, a R$ 6,19 por litro. Na Zona Sul, o valor alcançou R$ 6,43, diferença de R$ 0,24 por litro. Nesse caso, completar um tanque de 50 litros no local mais barato pode reduzir a despesa em R$ 12.

Pesquisa de preços amplia possibilidade de economia

Os resultados mostram que, além das oscilações mensais, a localização do posto exerce influência importante sobre o custo final do abastecimento. Para motoristas particulares, transportadores e empresas com grandes frotas, comparar valores pode gerar uma economia relevante ao longo do mês.

O monitoramento do Sem Parar foi elaborado com base nos abastecimentos realizados por seus usuários na cidade de São Paulo, totalizando mais de 19 milhões de litros analisados entre julho e agosto de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

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